- O alpinista britânico Kenton Cool alcançou o cume do Everest pela 20ª vez, ampliando o recorde de ascensões por uma pessoa não nepalesa.
- Cool, de 52 anos, começou a escalar o Everest em 2004 e já participou de expedições quase todos os anos; em 1996 ficou com a ambos os calcanhares fraturados após um acidente.
- Nesta temporada, mais de 600 montanhistas alcançaram o topo desde o início da janela de bom tempo na primavera; o Nepal autorizou 492 permissões de escalada.
- Até quarta-feira, estima-se que 275 pessoas atingiram o cume, no dia mais movimentado já registrado no lado sul da montanha.
- Três alpinistas nepaleses que participavam das expedições ao Everest morreram nesta temporada.
Kenton Cool, alpinista britânico, atingiu o cume do Everest pela 20ª vez nesta sexta-feira, ampliando seu recorde entre não nepaleses. A façanha ocorreu durante a temporada de primavera, em parte da campanha que tem atraído centenas de montanhistas.
O guia de 52 anos confirmou ter alcançado os 8.849 metros na madrugada local, segundo autoridades do acampamento-base. Cool iniciou as escaladas em 2004 e participa quase todo ano de expedições ao Everest.
Ele já superou o americano Dave Hahn como o não nepalesa com mais ascensões ao topo, mas ressalta que tais feitos não o colocam acima dos recordes dos sherpas, que dominam o histórico de escaladas.
O Nepal autorizou 492 permissões para montanhistas nesta temporada, com instalações temporárias ao redor do topo para abrigar viajantes e equipes de apoio. O cenário gerou preocupações com superlotação e tempo limitado de escalada.
Na atual temporada, cerca de 275 pessoas atingiram o cume na quarta-feira, dia mais movimentado já registrado no lado sul da montanha. Três alpinistas nepaleses morreram durante expedientes de subida.
O Everest permanece no centro de uma atividade econômica relevante para o Nepal, que abriga oito dos dez picos mais altos do mundo e recebe centenas de visitantes a cada primavera, impulsionando a economia local.
Contexto e desdobramentos
A temporada tem sido marcada por uma janela de tempo favorável, com ventos mais amenos, que amplia as chances de sucesso, mas aumenta o risco de superlotação no cume. Autoridades defendem regras adicionais para gerenciar o fluxo de montanhistas.
Desdobramentos recentes indicam crescimento de estruturas de apoio perto da base e ao longo das encostas, visando acomodar equipes e facilitar resgates. Organizações locais ressaltam a importância de medidas de segurança contínuas para todos os envolvidos.
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