- Beatriz Haddad Maia está em recuperação de fase difícil após pausa por saúde mental; em 2026 acumula 14 derrotas em 18 partidas.
- Ela estreia em Roland Garros contra a britânica Francesca Jones, 101ª do ranking, com a brasileira na 78ª posição.
- A temporada inclui mudanças na equipe, com o espanhol Carlos Martinez Comet como treinador e reorganização do apoio mental.
- A jogadora vem trabalhando correções no saque e na empunhadura para recuperar agressividade e o padrão de jogo.
- Ela afirma que já sente a mudança durante os treinos, mantendo confiança ao enfrentar adversárias de alto nível.
Beatriz Haddad Maia encara uma temporada difícil, com 14 derrotas em 18 jogos em 2026. A jogadora brasileira estreia no Roland Garros contra a britânica Francesca Jones, 101ª, de 25 anos, na primeira rodada. Haddad ocupa a 78ª posição no ranking, longe de seu melhor 10º lugar em 2023.
Ela reconhece o momento adverso e admite perda de agressividade em quadra, comparando mudanças no saque durante a temporada a trocar o pneu de um carro em movimento. O objetivo é recuperar o nível que lhe rendeu sucesso recente no circuito.
A recuperação ganhou impulso nos treinamentos, que, segundo a atleta, já mostram o nível técnico subindo. Ela afirma que é apenas uma questão de tempo para transferir esse ritmo para as partidas.
Pontes de mudança
Em setembro do ano passado, Haddad Maia interrompeu a temporada por saúde mental, não por lesão. A pausa levou a mudanças no entorno, com troca de técnico e reorganização da equipe de apoio emocional. O atual treinador é o espanhol Carlos Martinez Comet, descrito pela jogadora como profissional e dedicado.
Foi essa readequação que impulsionou ajustes técnicos, como mudanças na pegada, na posição dos pés e no tempo de bola. A atleta ressalta que evoluções pequenas podem provocar grandes impactos no jogo.
A preparação para Roland Garros envolve competição direta, testando os ajustes em adversárias de alto nível. Haddad Maia destaca que vem colecionando jogos fortes de saque e mantendo a confiança construída nos treinos, mesmo sem fazer previsões sobre resultados no Grand Slam.
A paulistana não esconde a expectativa de evoluir na chave francesa, onde foi semifinalista em 2023. O foco permanece em manter a evolução técnica e a consistência para o torneio.
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