- Começa neste domingo a fase principal de Roland-Garros, com dois brasileiros em quadra: João Fonseca no masculino e Beatriz Haddad Maia no feminino.
- O torneio volta a envolver polêmica sobre a divisão das receitas, com campanha de atletas para ampliar a fatia de lucros, assinalada por um manifesto de nomes como Jannik Sinner, Aryna Sabalenka, Novak Djokovic e Coco Gauff.
- Para 2026, Roland-Garros informou prêmio total de € 61,7 milhões; campeão recebe € 2,8 milhões e a primeira rodada paga cerca de € 87 mil, enquanto a participação dos atletas nas receitas é alvo de cobrança.
- A diretora Amélie Mauresmo reconheceu a importância do debate, destacou o modelo francês e afirmou que o diálogo está aberto, enfatizando melhorias de infraestrutura e aumento de prêmios.
- Haddad Maia passou a trein ar com Carlos Martinez Comet; Fonseca afirmou não ter como opinar sobre a polêmica e manteve foco no jogo.
O Torneio de Roland-Garros começou neste domingo com a fase principal em andamento e a participação de dois brasileiros em quadra: João Fonseca no masculino e Beatriz Haddad Maia no feminino. Além das disputas, o evento é marcado por um debate sobre a divisão de receitas entre jogadores e organizadores.
A polêmica envolve a fatia destinada aos atletas nas receitas totais do torneio. Um manifesto assinado por tenistas de elite, incluindo Jannik Sinner, Aryna Sabalenka, Novak Djokovic e Coco Gauff, reivindica participação maior nos lucros. Em 2026, o torneio apresentou prêmio total de € 61,7 milhões, alto em relação a anos anteriores.
Os valores: campeões de simples recebem € 2,8 milhões cada, enquanto o vice-campeão fica com € 1,4 milhão. Quem sai na primeira rodada leva cerca de € 87 mil. Mesmo com números expressivos, atletas defendem aumento da participação nas receitas, mirando próximos patamares de 22%.
Amélie Mauresmo, diretora do torneio, reconheceu o debate e disse que o modelo francês tem particularidades. Em entrevista à imprensa, ela mencionou tensões e informou que as conversas devem continuar, com o objetivo de encontrar caminhos que beneficiem jogadores, fãs e imprensa.
> Em referência ao modelo, Mauresmo afirmou que o Roland-Garros é administrado pela Federação Francesa de Tênis, diferente de outros eventos do circuito, e destacou investimentos em infraestrutura e aumento da premiação. Ela enfatizou a melhoria das estruturas e o crescimento dos prêmios em uma década.
João Fonseca comentou a respeito da polêmica durante conversa com jornalistas. O brasileiro disse ter sido informado do movimento, mas afirmou não ter opinião formada sobre o tema, destacando o foco em suas partidas. Ele está confiante para este Roland-Garros.
Fonseca chega ao torneio após boa passagem em 2025, quando chegou à terceira rodada. O jogador brasileiro destacou a evolução pessoal e técnica desde o ano anterior, citando maior maturidade para enfrentar adversários de alto nível.
Beatriz Haddad Maia, semifinalista em 2023, chegou a Roland-Garros em 2026 com uma nova equipe técnica, sob o comando do espanhol Carlos Martinez Comet. Ela afirmou buscar equilíbrio entre técnica e estilo, mantendo a agressividade e o foco na melhoria contínua.
A atleta também ressaltou mudanças recentes na comissão e a importância de ouvir o próprio jogo para definir o caminho na carreira. Haddad Maia afirmou estar dedicada ao processo de recuperação de desempenho ao longo da temporada.
Outros brasileiros que entraram pelos qualificatórios acompanham a competição na torcida. O time de apoio citou apoio mútuo e expectativa de boa campanha para a dupla nacional neste Grand Slam.
Roland-Garros permanece como um dos torneios mais tradicionais do tênis e atrai grande público. A edição deste ano espera receber mais de 600 mil espectadores ao longo de duas semanas, com fãs aproveitando a experiência única do saibro na capital francesa.
Entre torcedores, a emoção expira pela presença de nomes históricos como Gustavo Kuerten, lembrado por quem acompanha a trajetória do tênis brasileiro. A expectativa é de que a atuação de João Fonseca e Beatriz Haddad Maia possa confirmar o crescimento de novas gerações no esporte.
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