- Em 23 de maio de 2016, o Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro foi inaugurado em São Paulo, após dois anos e meio de obras, com investimento total de R$ 305 milhões.
- O CT fica no quilômetro 11,5 da Rodovia dos Imigrantes, na Vila Guarani, tem área de 95 metros quadrados e abriga quadras, piscinas, pistas de atletismo e um residencial para cerca de trezentas pessoas.
- Em 2017, o Comitê Paralímpico Brasileiro venceu concorrência para gerenciar o CT por cinco anos; em 2024 o acordo foi renovado por mais 35 anos, com a gestão centralizada em São Paulo.
- O CT tornou-se polo de formação por meio da Escola Paralímpica de Esportes, iniciada em 2018, oferecendo iniciação gratuita a jovens de sete a dezessete anos com deficiências física, visual ou intelectual.
- O espaço já sediou eventos de expressão mundial, como o Parapan Jovens de 2017 e o Mundial sub-23 de basquete em cadeira de rodas em 2025; em 2026 está marcado o Mundial de rugby em cadeira de rodas, de 15 a 24 de agosto.
O Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, inaugurado em 23 de maio de 2016, marca a transformação de um espaço ligado à antiga Febem em uma das estruturas esportivas mais modernas do país. Localizado no quilômetro 11,5 da Rodovia dos Imigrantes, em São Paulo, o CT recebeu investimento total de 305 milhões de reais.
Em relação ao passado, atletas paralímpicos tinham de disputar horários e dividir instalações. O CT permitiu o uso exclusivo de espaços para modalidades como basquete em cadeira de rodas, atletismo, natação e tênis de cadeira, entre outras. A obra consumiu dois anos e meio.
O centro conta com quadras, arenas multiuso, piscinas olímpica e semiolímpica, pistas de atletismo internas e externas, além de um residencial para cerca de 300 pessoas. A gestão do CT, parte de uma parceria com o CPB, foi consolidada a partir de 2017 e renovada em 2024 por mais 35 anos.
Estrutura e investimentos
O CT abriga modalidades como goalball, futebol de cegos e paralisia cerebral, além de esportes como esgrima em cadeira de rodas, judô, taekwondo, bocha e tênis de mesa. A construção abriu caminho para a Escola Paralímpica de Esportes, iniciando em 2018, com atividades gratuitas para jovens de 7 a 17 anos.
Viviane Monteiro, funcionária há anos no setor de faturamento, exemplifica a transformação. Deficiente auditiva, ela relata que o espaço é acolhedor e que o CT permitiu ampliar oportunidades para atletas com deficiência. Ela integra a equipe que gerencia passagens e hospedagens de competições.
Progresso esportivo e eventos
Com o uso pleno da infraestrutura, o Brasil ampliou o desempenho em grandes ciclos. Na Paralimpíada de Tóquio, em 2021, o país manteve 72 medalhas e subiu o número de ouros, chegando a 22. Em Paris, 2024, foram 25 douradas e 88 pódios.
O quadro de medalhas também evoluiu: de oitavo em 2016, para sétimo em 2021 e, pela primeira vez, top 5 em 2024. O país ainda liderou o Campeonato Mundial de atletismo em 2023, ultrapassando a China. Projeta-se continuidade de resultados consistentes com o CT como polo formativo.
O Parapan de Jovens, em 2017, abriu o museu vivo do CT. Desde então, mais de 2,2 mil eventos passaram pelo local, incluindo o Festival Paralímpico e as Paralimpíadas Escolares. Em 2026, está prevista a realização do Mundial de rugby em cadeira de rodas, em agosto.
José Higino, presidente da ABRC, aponta o impacto da estrutura para eventos de alto nível. A capacidade do CT para receber competições de grande porte tem impulsionado o desenvolvimento de modalidades e a participação de atletas brasileiros em palcos globais.
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