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É como a Olimpíada, mas com esteroides permitidos

Enhanced Games: atletas admitem uso de drogas para desempenho, enquanto críticos questionam ética, segurança e impacto no esporte

Inside the Enhanced Games in Vegas
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  • O Enhanced Games, em Las Vegas, permite o uso de drogas para melhorar o desempenho, com atletas reunidos em Resorts World Casino para entrevistas.
  • Hafthor Bjornsson disse que usa esteroides e que é comum no meio dos strongmen; outros atletas foram mais contidos sobre o que consomem.
  • O chefe da USADA, Travis Tygart, diz que o problema não é dopar, e sim reformar o sistema para manter as Olimpíadas limpas.
  • Organizações do Reino Unido criticaram o evento; a GB Aquatics avisou que Ben Proud pode ficar sem vaga olímpica se competir no Enhanced Games.
  • Entre os atletas, 42 participaram; a maioria pode usar testosterona, com alguns também tendo hormônio de crescimento e estimulantes; Hunter Armstrong pretende competir sem doping e mirar os Jogos de 2028.

O debate sobre o uso de substâncias para performance está esquentando com a realização dos Enhanced Games, evento paralelo aos Jogos Olímpicos. A organização afirma que a transparência sobre dopagem é prioridade, enquanto críticos alertam para riscos e ética esportiva.

O CEO da USADA, Travis Tygart, disse em entrevista que a solução passa por reformar o sistema antidopagem, não por permitir drogas. Segundo ele, é essencial manter as competições limpas e punir cheating sem acolher abusos.

O evento ocorre em Las Vegas, no Resorts World, e reúne atletas que discutem explicitamente o uso de substâncias para alto desempenho. Entre os participantes, Hafthor Bjornsson reafirmou abertura ao tema, embora não tenha divulgado detalhes de substâncias.

Participantes e declarações

A pugilista Shania Collins ressaltou que a transparência pode reforçar a integridade dos competidores, ao reconhecer o uso de doping. Já Bjornsson afirmou ser aberto ao tema, destacando o ambiente de strongman como mais permissivo.

Alguns críticos reagiram com veemência. A UK Athletics classificou a participação de Reece Prescod como ato preocupante, e a Ukad chamou o evento de empreendimento arriscado para o esporte britânico.

Resultados e premiação

O atleta Ben Proud, prata nos 50 m livre em Paris 2024, busca vencer com substâncias para obter prêmio expressivo, incluindo até 1 milhão de dólares. Mesmo sem recorde, há ganhos de centenas de milhares de dólares.

A organização já pagou prêmios a atletas dopados em provas-teste realizadas antes da competição principal, despertando ainda mais controvérsia sobre incentivos financeiros.

Avaliação técnica e posição de atletas

Entre os que competem, alguns afirmam competir de forma limpa. Um nadador americano indicou pretender continuar sem dopagem, visando participação futura em Paris 2028. A postura varia entre os atletas presentes.

Para a USADA, a participação de atletas que passam em testes olímpicos não impede o uso de substâncias, desde que não sejam detectadas nos controles oficiais. A posição contrasta com a crítica de entidades esportivas.

Impacto social e econômico

A Enhanced Group, empresa criadora dos jogos, também abriu capital na NYSE, elevando o foco do debate ao potencial de venda de produtos e terapias de melhoria de desempenho no evento e online.

Especialistas em saúde e cultura alertam para consequências sociais do uso de substâncias para desempenho, especialmente entre jovens expostos nas redes sociais. A discussão envolve saúde pública e educação.

Panorama dos organizadores

James Magnussen, remanescente de críticas, disse que pais devem orientar o que os filhos veem e assumam responsabilidade, porém assegurou que o evento não terá objetivo infantil. A Enhanced afirma ser uma plataforma de entretenimento.

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