- Ben Proud negou que o Enhanced Games incentive jovens a usar doping e afirmou que o evento ocorre no “ambiente mais seguro possível”.
- Proud está com salário na casa de seis dígitos e pode ganhar mais $1,25 milhão se bater o recorde mundial dos 50 metros natação no domingo.
- A World Anti-Doping Agency (Wada) alertou que o evento poderia atrair mais atletas a usar substâncias proibidas, o que Proud contestou, dizendo estar “limpo” há uma década.
- Organizações e autoridades antidoping rejeitaram o evento, mas Proud disse estar em paz com a decisão e que sua carreira foi limpa no passado.
- Os organizadores garantiram que os padrões de cronometragem, piscinas e instalações atendem aos padrões internacionais, enquanto o CEO Max Martin comparou o evento a um “Super Bowl” de esportes.
Ben Proud, ex-nadador da Team GB, afirmou que a Enhanced Games não incentivará o dopagem entre jovens. O atleta de 31 anos participa do evento controverso em Las Vegas e rejeita as acusações de que a competição possa estimular o uso de substâncias proibidas.
Proud participa da programação com a possibilidade de ganhar mais até 1,25 milhão de dólares caso quebre o recorde mundial dos 50 m livre. Em entrevista, ele disse que a carreira dele foi limpa e que o evento acontece no que considera o ambiente mais seguro possível.
O britânico também mencionou que o uso de substâncias de aumento de performance e macacões de poliuretano, proibidos em competições normais, poderia oferecer vantagens. Ele admite a possibilidade de ganhos de desempenho, estimando um aumento entre 1% e 2%.
Reece Prescod, velocista britânico de 100 m, também falou sobre sua decisão de retornar, defendendo que não violou regras nem reputação. Presley afirmou que não houve violações em seu histórico e que não há indícios de que outros atletas britânicos adotem caminho similar.
Os organizadores asseguram que os padrões de cronometragem, piscina e pista estarão de acordo com normas internacionais. O porta-voz da Enhanced Games, Rick Adams, garantiu que as equipes e os atletas seguirão critérios rigorosos e padrões olímpicos.
Max Martin, CEO da Enhanced Games, comparou o evento a um Super Bowl de três esportes em uma única noite, com foco em público online. Ele disse que a competição é mais voltada para redes digitais do que para televisão tradicional.
A organização defende que o tema de substâncias de melhoria já está presente na sociedade. Martin afirmou que não se pode ignorar o acesso infantil à internet e que a abordagem é de supervisão clínica para quem optar por participar.
A Wada rejeita veementemente a proposta, chamando a Enhanced Games de conceito perigoso e irresponsável. A entidade destacou os potenciais danos a longo prazo e casos já observados de efeitos adversos.
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