- O combate entre Oleksandr Usyk e Rico Verhoeven ocorreu nas pirâmides de Gizé, em uma arena ao ar livre, integrado à série Glory in Giza, com triunfo de Usyk por nocaute técnico no 11º round.
- A luta faz parte de uma estratégia para transformar Gizé num palco global de entretenimento e atrair mais turistas, com meta de cerca de 30 milhões de visitantes por ano na próxima década.
- A Orascom Pyramids Entertainment (OPE) reformou o sítio com cerca de US$ 30 milhões, incluindo melhoria de transporte e controle de vendedores, para organizar melhor as visitas.
- A empresa planeja investir recursos próprios para atrair mais grandes nomes do esporte e da música, possivelmente já no próximo ano, diante de impactos da guerra regional.
- A previsão de receita com eventos nas pirâmides é de 150 milhões de libras egípcias neste ano, com quase 20% de crescimento anual, apesar de alguns adiamentos e cancelações, como o show de Shakira.
O boxe voltou a Gizé, onde as pirâmides foram cenário de uma luta entre Oleksandr Usyk e Rico Verhoeven, pelo título mundial dos pesos-pesados do WBC. O combate ocorreu na madrugada de domingo, numa arena temporária ao ar livre no planalto de Gizé, e terminou com nocaute técnico no 11º round, a favor de Usyk.
A luta fez parte da série Glory in Giza, que busca transformar o sítio histórico em palco global de entretenimento. Verhoeven resistiu até ser derrotado após uma sequência de golpes de Usyk, que consolidou a liderança no combate.
Contexto e participação: o evento reuniu atletas de alto nível em meio a um ambicioso projeto de revitalização turística. Amr Gazarin, presidente-executivo da Orascom Pyramids Entertainment (OPE), destacou que as pirâmides são um dos cenários mais valiosos do mundo para grandes eventos.
A OPE administra áreas do platô e mantém concessões para promotores de eventos na região. A empresa realizou uma reforma de US$ 30 milhões no local e planeja atrair mais nomes de peso no esporte e na música.
A renovação incluiu serviços de transporte regulares e controle de vendedores ambulantes, associada à inauguração do Grand Egyptian Museum nas proximidades. Planos da empresa indicam investimentos próprios para ampliar a participação de grandes atrações já no próximo ano.
O Egito busca ampliar o fluxo turístico, mirando 30 milhões de visitantes anuais na próxima década. No ano anterior, o país registrou um recorde de 19 milhões de turistas, impulsionado pela recuperação de setores como resorts e sítios arqueológicos.
A batalha em Gizé ocorreu em meio a um contexto regional de instabilidade, com impactos limitados no país. A guerra entre EUA, Israel e Irã não atingiu diretamente o território egípcio, mas teve influência no planejamento de eventos na região.
Usyk, de 39 anos, permanece invicto e já venceu adversários de peso semelhante, consolidando-se entre os maiores da história. Verhoeven, de 37, entrou como azarão e encerrou a luta após a interrupção técnica.
A iniciativa de usar as pirâmides como palco de grandes eventos tem precedentes, mas o projeto atual representa uma aposta renovada de infraestrutura e organização. Anteriormente, apresentações artísticas já ocorreram no local, como nos anos 1970 e mais recentemente em 2019.
A OPE afirma que os planos envolve estudar referências globais de grandes arenas para aperfeiçoar a logística, a gestão de público e a experiência do visitante. A empresa estima que a receita com eventos atinja cerca de 150 milhões de libras egípcias neste ano.
Movimentações regionais indicam que outros países da região também investem em entretenimento de grande escala, com lançamentos de projetos similares em vizinhanças como Abu Dhabi, buscando tornar-se polos de turismo e esportes.
Entre na conversa da comunidade