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Exercício antigo transformou a forma física de um homem e sua herança

Keohan transforma a própria vida ao revitalizar a cultura irlandesa de levantar pedras, encontrando propósito, orgulho e uma comunidade global de praticantes

Indiana Stones: Any big rock is likely to get hoisted if David Keohan is around
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  • David Keohan, de 47 anos, passou de excessos na casa dos vinte para campeão mundial de kettlebell e perdeu o hábito de academia durante a pandemia, passando a levantar pedras como treino.
  • A primeira pedra encontrada por ele foi na ilha de Inishmore, em 2023, com 171,2 kg, e ele treinou até conseguir levantá-la e beijá-la, continuidade da tradição.
  • Desde então, Keohan descobriu mais de cinquenta pedras e tem procurado novas rochas aos fins de semana, mantendo treinamento em casa e sem academia.
  • A prática está ligada a culturas antigas de várias regiões, inclusive Irlanda, Escócia, Islândia e País Basco, com pedras usadas como prova de força ou rito de passagem.
  • O projeto resultou na criação da conta Indiana Stones no Instagram e no lançamento do livro The Wind Beneath the Stone, promovendo a revitalização da tradição irlandesa de levantamento de pedras.

David Keohan, de 47 anos, transformou a própria vida após sofrer com peso e compulsões na casa dos 20. Hoje ele é atleta de alto rendimento e afirma ter encontrado um retorno à autoestima ao erguer pedras pesadas no quintal de casa.

A mudança começou em 2016, quando correu uma maratona após meses de treino intenso. Aos poucos, tornou-se campeão mundial em kettlebell e, durante a pandemia, passou a praticar a elevação de pedras pesadas, atividade que passou a moldar seu cotidiano.

A busca por pedras históricas levou Keohan a descobrir uma prática quase perdida na Irlanda. Em 2023, encontrou a primeira pedra de Inishmore, na região atlântica, com 171,2 kg, e a ergueu após meses de treino e ganho de massa muscular.

A pedra de Inishmore

A pedra de Inishmore foi identificada em um campo de pedregulhos. Keohan a ergueu pela primeira vez, apoiou-a no colo e na boca, e beijou-a como referência cultural. A partir daí, o esforço se tornou missão de vida: mapear e recuperar mais pedras.

Hoje, ele já localizou mais de 50 rochas históricas, dedicando parte do tempo livre à pesquisa entre lendas, histórias locais e relatos de moradores. A prática ganhou seguidores; há pessoas que viajam para participar das lifts.

Cultura e identidade

Keohan afirma que a tradição de erguer pedras servia historicamente como rito de passagem ou critério de atuação profissional. Em Irlanda e regiões vizinhas, essas pedras tinham função prática e simbólica, conectando the trabalho, o corpo e a comunidade.

Ele mantém um perfil no Instagram dedicado ao tema, arrecadando interesse global. Em livro recente, The Wind Beneath the Stone, ele compartilha descobertas e histórias associadas aos artefatos. A prática ressurge como expressão cultural e esportiva.

Regra e cuidado

Para participar, existem duas regras básicas: respeitar as pedras e respeitar a cultura. As rochas não são equipamentos de academia; se estiverem danificadas, a história fica comprometida. O objetivo é manter a tradição viva e segura.

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