- Descer escadas é considerado exercício eficaz: envolve contração excêntrica, fortalecendo músculos com menor esforço cardiorrespiratório.
- Estudo publicado no British Journal of Sports Medicine, realizado pela USP de Ribeirão Preto em parceria com universidades de Taiwan e da Austrália, aponta benefícios para força muscular e controle de doenças metabólicas.
- De acordo com o pesquisador Leonardo Rabello de Lima, a descida cansa menos, tem menor resposta cardiorrespiratória e maior demanda muscular.
- Benefícios potenciais incluem melhor sensibilidade à insulina, controle da pressão arterial, fortalecimento ósseo e melhoria de equilíbrio e coordenação.
- Indicações: pode ser especialmente útil para idosos, pessoas com doenças metabólicas e quem está sedentário; atenção a condropatia patelar, osteoartrite ou instabilidade no tornozelo, com orientação profissional.
Descer escadas pode parecer simples, mas pesquisa recente aponta benefícios significativos para a saúde. O estudo, publicado no British Journal of Sports Medicine, envolve a Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto (EEFERP) da USP, em parceria com universidades de Taiwan e da Austrália. A análise foi conduzida no ano passado, visando entender o impacto da descida na musculatura e no metabolismo.
A pesquisa explica que a descida envolve contração excêntrica, quando o músculo se alonga sob tensão. Esse tipo de movimento resulta em menor custo cardiovascular, mas maior tensão mecânica nas fibras musculares, o que favorece força e qualidade muscular. A descida, portanto, exige menos esforço do coração e dos pulmões em relação à subida.
Benefícios
A prática regular pode contribuir para a saúde metabólica, com melhoria da sensibilidade à insulina e auxílio no controle do diabetes tipo 2. Também há potencial para controle da pressão arterial, fortalecimento ósseo e melhoria do equilíbrio, ajudando a reduzir o risco de quedas em idosos.
Indicações e considerações
Idosos, pessoas com doenças metabólicas e indivíduos sedentários podem se beneficiar, desde que a prática seja gradual. Em casos de condropatia patelar, osteoartrite ou instabilidade no tornozelo, é recomendado buscar orientação para ajustar a angulação e o volume do movimento.
Entre na conversa da comunidade