- O Nullarbor Links é o maior campo de golfe do mundo, com 1.365 km entre Ceduna, no sul da Austrália, e Kalgoorlie, na Austrália Ocidental.
- O torneio de 10 dias, chamado Chasing the Sun, é organizado por Graeme e Bea Wilmot e recebe jogadores de diversos países, além de australianos.
- Entre os buracos, há nomes curiosos como Nullarbor Nymph e Wombat Hole; o percurso ocorre em deserto, com terrenos irregulares e vida selvagem, além de diferentes condições entre buracos.
- A competição arrecada fundos para o Royal Flying Doctor Service, com multas por brincadeiras e doações em paradas de postos de estrada.
- Buracos notáveis incluem o SkyLab par três em Balladonia e o Border Kangaroo; o trajeto atravessa três fusos horários na região.
A Nullarbor Links é o golf mais longo do mundo, com 1365 km ligando Ceduna, em South Australia, a Kalgoorlie, em Western Australia. O percurso de 18 buracos, com par 72, exige percorrer o deserto árido entre cada tacada, em vez de jornadas convencionais entre greens. A competição ocorre ao longo de 10 dias, atravessando áreas remotas e desafiadoras do outback australiano.
A edição anual, organizada por Graeme e Bea Wilmot, recebeu atletas de várias nacionalidades, entre eles Alemanha, Vietnã, Canadá, Nova Zelândia e África do Sul, além de muitos aposentados viajando pela Austrália. Os jogadores enfrentam terrenos variados, desde grama sintética nas áreas de Ceduna até gramados bem cuidados em Kalgoorlie, com muitos obstáculos naturais.
A organização promove arrecadação para o Royal Flying Doctor Service, cobrando penalidades por situações inusitadas ao longo do trajeto. O início fica em Ceduna e o fim em Kalgoorlie, com paradas estratégicas em pontos históricos e rurais ao longo da Eyre Highway. Os participantes vestem camisetas de time e cantam aplaudindo comunidades locais ao longo do caminho.
Percurso e curiosidades do percurso
Ao longo dos buracos, nomes inusitados marcam o trajeto: Nullarbor Nymph em Eucla, Windmills em Penong e SkyLab em Balladonia. O desafio envolve tocar a bola em trechos com visibilidade limitada, terrenos irregulares e presença de animais. O trecho entre o tee e a green costuma exigir estratégia além da simples tacada.
Bea Wilmot descreve a experiência como imersiva no outback, destacando a confraternização entre jogadores e as paradas para refeições, eventos e atividades locais. A história do evento remonta à ideia do roadhouse Border Village, que viu a necessidade de reduzir fadiga de motoristas e promover as comunidades ao longo da rodovia Eyre.
Entre as atrações, destaca-se a participação de clubes de várias origens e a convivência entre equipes. O roadhouse Border Village funciona como ponto de apoio essencial, conectando o sul e o oeste do continente durante a travessia. A competição não foca apenas no esporte, mas também na experiência cultural e na divulgação das cidades ao longo do trajeto.
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