- Pesquisadores e especialistas afirmam que o pilates pode ser classified como treino de força, pois usa resistência de molas e o peso do corpo para ativar musculatura.
- O método foca em coordenação, controle muscular e ativação de músculos estabilizadores, com trabalho global do corpo e ênfase no power house (abdômen, quadris, coluna e pelve).
- Em relação à musculação tradicional, o pilates trabalha com contrações isométricas e exige manutenção da ativação, o que difere da simples elevação de cargas.
- Embora promova ganho de força e condicionamento, ainda não há consenso sobre ganhos de massa muscular comparáveis à musculação; o pilates não substitui a musculação.
- O pilates pode ser adaptado para diferentes perfis e faixa etária, incluindo idosos e crianças, e pode ser uma opção para quem não se adaptou à musculação tradicional.
O pilates já foi visto como treino leve de alongamento, mas hoje é discutido também como treino de força. Pesquisadores e profissionais afirmam que o método utiliza resistência das molas e o peso do próprio corpo para ativar unidades motoras, o que pode caracterizar força muscular.
Para Vanessa Sanders Curi, professora adjunta da UECE, o pilates pode ser classificado como treino de força. Ela explica que, do ponto de vista fisiológico, a prática envolve diferentes tipos de contração muscular, o que leva à ativação de músculos que muitas pessoas nem sabem que possuem.
Aline Nogueira Haas, professora da UFRGS, reforça que o método não se resume a alongamento. Ela destaca que os aparelhos geram resistência com molas, exigindo ativação muscular constante em diferentes fases do movimento, com momentos de resistência e de auxílio ao movimento.
Pilates e musculação
A resistência provocada pelas molas funciona de forma distinta dos pesos da musculação. No pilates, os exercícios exigem coordenação, controle e manutenção da ativação muscular durante a execução, com várias contrações isométricas.
Para quem busca hipertrofia, a musculação tende a oferecer ganhos mais expressivos devido à possibilidade de aumentar carga e volume. Ainda assim, especialistas ressaltam que pilates e musculação não são exercícios equivalentes.
Alexandre Kikuti da Silva, profissional de educação física, afirma que a musculação continua sendo a estratégia mais indicada para aumento significativo de massa muscular. Ele também aponta que o pilates trabalha de forma global, com foco em estabilidade, força, resistência e alongamento.
Aline complementa dizendo que o pilates atua de forma integrada, envolvendo várias regiões do corpo simultaneamente, com ênfase no power house, o conjunto de músculos que estabiliza a região abdominal, quadril, coluna e pelve.
O método pode ser adaptado a diferentes perfis, incluindo idosos, jovens, atletas e até crianças. Estudos adicionais são sugeridos para comparar ganhos de massa muscular entre pilates e musculação de forma direta.
Por fim, pesquisadores destacam que não há substituição direta entre as modalidades: o melhor exercício é aquele que a pessoa consegue manter na rotina, com resultados alinhados aos objetivos individuais.
Entre na conversa da comunidade