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Academia alemã usa MMA para combater a ultradireita

Academia alemã combate ultradireita com MMA, promovendo inclusão para mulheres, pessoas trans e não binárias em Chemnitz

Inclusão é prioridade, e o clube oferece tanto treinos mistos quanto sessões voltadas especificamente para mulheres, pessoas trans e não binárias
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  • O Athletic Sonnenberg, em Chemnitz, Alemanha, oferece treinos mistos de MMA e sessões voltadas a mulheres, pessoas trans e não binárias, com inclusão como prioridade desde 2020 e início de aulas de artes marciais em 2024.
  • Membros veem o clube como campo de batalha pela democracia, destacando que muitas academias na Saxônia são associadas à ultradireita.
  • A ultradireita tem usado o MMA para recrutar jovens; na região, o partido Alternativa para a Alemanha figura como segunda maior na assembleia estadual e lidera pesquisas, com referências a neonazistas.
  • Para participantes como Lis e Lena, o MMA é visto como forma de lidar com violência de ultradireita e de reduzir impactos desse ambiente, além de criar senso de comunidade.
  • O clube pretende oferecer alternativa e espaço seguro, permitindo que jovens treinem juntos, independentemente de afinidade política, ao lado de outras modalidades esportivas que também existem no espaço.

O Athletic Sonnenberg, academia de MMA em Chemnitz, na Saxônia, se posiciona como espaço de inclusão e democracia. O clube oferece treinos mistos e sessões direcionadas a mulheres, pessoas trans e não binárias, com foco na formação física e no empoderamento.

Para os organizadores, o esporte é ferramenta de resistência às pautas ultradireita que acompanham o MMA na região. O treinador Stani aponta que muitas academias locais são vinculadas a grupos de extrema direita, e o clube busca contrapor essa tendência com uma proposta inclusiva.

Contexto regional e motivações

Chemnitz é uma das maiores cidades da Saxônia, onde a ultradireita tem ganhado espaço entre eleitores jovens. O cenário estadual apresenta o AfD com força nas pesquisas, enquanto a prática de artes marciais tem sido associada a estratégias de recrutamento de grupos de extrema direita.

Lena, integrante do Sonnenberg, salienta que a presença de ultradireita no esporte é uma realidade na região, e que alguns treinos em academias locais revelam ligações com ex-neonazistas. A percepção é de que o tema político permeia parte das atividades esportivas.

Proposta do clube

O projeto do Athletic Sonnenberg visa oferecer alternativa real aos jovens, especialmente em um contexto de violência associada à ultradireita. Lis, participante, ressalta que o MMA ajuda na preparação psicológica para enfrentar situações de hostilidade em espaços públicos.

A comunidade do clube valoriza a receptividade e o senso de pertencimento. Além das artes marciais, o Sonnenberg mantém equipes de futebol, vôlei e ciclismo, e foi criado em 2020, iniciando as aulas de MMA em 2024.

Espaço seguro e inclusivo

A organização reforça que a inclusão é prioridade, promovendo treinos para diferentes identidades de gênero e mantendo ambientes onde todos treinam juntos. Lis reforça que o objetivo é oferecer opções ao público jovem que não deseja mergulhar em espaços associados à ultradireita.

Para os participantes, o benefício é dual: melhoria física e sensação de fortalecimento mental diante de confrontos de natureza política ou social. Um aluno, ao concluir a primeira aula, destacou a diversão e a disposição de retornar.

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