- A pesquisa “O sono dos brasileiros”, do Ibope, aponta que sessenta e cinco por cento dos brasileiros têm baixa qualidade de sono.
- Entre os fatores estão transtornos psicológicos (ansiedade, depressão e estresse), doenças respiratórias, cardiovasculares, sobrepeso e dores musculares.
- A prática de atividade física pode melhorar o sono ao estimular melatonina, reduzir cortisol e liberar endorfina e serotonina.
- O importante é manter a frequência dos exercícios; caso haja treino de alta intensidade, recomenda-se ficar pelo menos noventa minutos entre o término e o sono.
- Exercícios específicos ajudam: aeróbicos ajudam na apneia do sono, ioga e caminhada leve reduzem ansiedade, e a musculação favorece recuperação e sono mais profundo.
De acordo com a pesquisa O sono dos brasileiros, realizada pelo Ibope, 65% dos brasileiros apresentam baixa qualidade de sono. O estudo aponta fatores como transtornos psicológicos, doenças respiratórias, cardiovasculares, sobrepeso e dores musculares. A divulgação teve foco em saúde mental e física.
Especialistas destacam que a qualidade do sono é indicadora primária da saúde do corpo e da mente. O levantamento relaciona queda de sono com estresse, ansiedade e condições médicas, sugerindo impacto direto no bem‑estar diário e no desempenho físico.
A prática regular de atividades físicas aparece como aliada importante para melhorar o sono, especialmente ao facilitar a transição do estado de alerta para o repouso profundo. O efeito ocorre por meio de mudanças fisiológicas e psicológicas no organismo.
Movimento no combate da insônia
A prática física regula o sono ao estimular melatonina e reduzir cortisol. Além disso, há aumento de endorfina e serotonina, neurotransmissores ligados ao bem‑estar e à redução da ansiedade. O corpo se prepara para desligar com mais facilidade.
O professor Anderson Teu, da Academia Gaviões 24h, aponta mecanismos pelos quais o exercício favorece o sono. Ele recomenda usar a atividade física para criar um ciclo positivo entre atividade e descanso.
Horário ideal para treinar
A regularidade na prática importa mais que o horário. Cada pessoa reage de modo diferente ao momento do treino. Treinos de alta intensidade podem elevar a adrenalina e dificultar o relaxamento para alguns.
Mantido o intervalo mínimo de 90 minutos entre o fim do treino e a hora de dormir, o sono tende a não ser prejudicado, independentemente do tipo de atividade praticada. A regra vale para HIIT e exercícios leves.
Escolha o exercício físico adequado
Exercícios aeróbicos ajudam a reduzir a apneia do sono e melhoram o condicionamento. Ioga e caminhadas leves contribuem para a saúde mental, reduzindo ansiedade e depressão associadas à insônia crônica.
Musculação e treinos de resistência favorecem a recuperação muscular e costumam promover sono mais profundo. O descanso não depende apenas da quantidade de horas, mas da qualidade do sono. Pessoas ativas costumam ter sono menos fragmentado.
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