- A Comissão de Esporte debateu avanços e desafios para promover o esporte entre pessoas com deficiência, com foco no Comitê Brasileiro de Clubes Paralímpicos, vinculado ao Sistema Nacional de Esporte.
- O CBCP passou de 11 para 203 entidades filiadas desde 2020; o Congresso Nacional é apontado como importante para fortalecer o setor, que saiu do 37º lugar na Paralimpíada de Atlanta para o quinto em Paris, em 2024.
- A lei que destina recursos de loterias para o CBCP prevê uso de 5,3 milhões de reais de um total disponível de 11,6 milhões, com preocupação de distribuição regional, especialmente na Região Norte, que recebeu cerca de 7% dos recursos.
- O programa Vencer pelo Esporte, do Ministério do Esporte, visa incluir 10% dos 350 centros especializados em reabilitação do SUS, com centros já mantendo infraestrutura esportiva e contratação de profissionais de educação física; em 2025, o CBCP arrecadou 17,3 milhões de reais.
- Casos de impacto social destacam a trajetória de atletas atendidos por Cetefe e pela APA: o vice-presidente da Cetefe, Diego Lima, teve positivamente a vida transformada pelo atletismo; a APA venceu o campeonato nacional de atletismo paralímpico em 2023 com apoio de núcleos regionais.
A Comissão de Esporte (CEsp) realizou, nesta quarta-feira (27), audiência pública para debater avanços e desafios na promoção do esporte entre pessoas com deficiência (PCD). O foco foi o Comitê Brasileiro de Clubes Paralímpicos (CBCP), organização criada em 2020 para fortalecer clubes paralímpicos e vinculada ao Sistema Nacional de Esporte (Sinesp). Especialistas destacaram o esporte como ferramenta de inclusão.
A presidente da CEsp, senadora Leila Barros, reforçou que o esporte desenvolve autoconfiança, resiliência e cidadania, além de influenciar positivamente a vida social de atletas e comunidades ao redor. A fala de Barros enfatizou a dimensão pessoal e social da prática esportiva para PCD.
Investimento
O CBCP informou que só ingressou no Sinesp em 2020, o que disparou o número de entidades filiadas de 11 para 203. O presidente João Batista Carvalho e Silva enfatizou que leis de incentivo contribuíram para a melhoria do cenário, citando avanços no desempenho brasileiro em Paralimpíadas. Ele destacou a passagem do Brasil do 37º lugar em Atlanta 1996 para o quinto em Paris 2024.
A lei que regula recursos de loterias e apostas para o CBCP foi apontada como crucial, com o repasse de recursos para custos de viagens, comissões técnicas, árbitros e coordenadores de eventos nos próximos três anos. Do total disponível de 11,6 milhões de reais, 5,3 milhões já foram usados. Leila Barros apontou preocupação com a desigualdade regional na distribuição de recursos, em especial a Região Norte, que ficou com cerca de 7%.
Esporte e Saúde
Fábio Augusto Lima de Araújo, secretário nacional de Paradesporto do Ministério do Esporte, destacou o programa Vencer pelo Esporte. A iniciativa visa incluir atividades físicas em 10% dos 350 centros especializados em reabilitação de PCD do SUS, com infraestrutura esportiva já existente e contratação obrigatória de profissionais de educação física.
De acordo com Araújo, o CBCP arrecadou 17,3 milhões de reais em 2025. A meta é ampliar o acesso da população à prática esportiva, não apenas formar atletas de alto rendimento, mas integrar PCD à atividade física regular.
Inserção social
Nathalia Cavalcanti de Araújo, da Cetefe, relatou que o esporte transformou a vida do atual vice-presidente Diego Lima, ajudando a afastá-lo da criminalidade ao encontrar motivação e oportunidades por meio do atletismo. Natanael Pereira Barros, da APA, citou título nacional de atletismo paralímpico em 2023, destacando a necessidade de massificar o acesso ao esporte para identificar talentos.
Barros ressaltou que existem 11 escolinhas na região e cerca de 880 crianças atendidas apenas no atletismo, além de outras modalidades. A entidade enfatizou a importância de ampliar núcleos esportivos para ampliar oportunidades e estimular o desempenho de jovens no esporte de alto rendimento.
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