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Debatedores defendem esporte como meio de inclusão de pessoas com deficiência

Comitê Paralímpico aponta avanços no Sinesp e uso de R$ 5,3 milhões de R$ 11,6 milhões disponíveis; Região Norte recebeu apenas 7% dos recursos.

Mesa: secretário nacional de Paradesporto do Ministério do Esporte, Fábio Augusto Lima de Araújo; presidente do Comitê Brasileiro de Clubes Paralímpicos, João Batista Carvalho e Silva; presidente da CEsp, senadora Leila Barros (PDT-DF); gestora técnica e social na Associação de Centro de Treinamento de Educação Física Especial (CETEFE), Nathalia Cavalcanti de Araújo; diretor executivo e de projetos da Associação Petrolinense de Atletismo, Natanael Pereira Barros; presidente da Associação Esportiva e Cultural Brasília Quad Rugby, Antônio Manoel Pereira.
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  • A Comissão de Esporte debateu avanços e desafios para promover o esporte entre pessoas com deficiência, com foco no Comitê Brasileiro de Clubes Paralímpicos, vinculado ao Sistema Nacional de Esporte.
  • O CBCP passou de 11 para 203 entidades filiadas desde 2020; o Congresso Nacional é apontado como importante para fortalecer o setor, que saiu do 37º lugar na Paralimpíada de Atlanta para o quinto em Paris, em 2024.
  • A lei que destina recursos de loterias para o CBCP prevê uso de 5,3 milhões de reais de um total disponível de 11,6 milhões, com preocupação de distribuição regional, especialmente na Região Norte, que recebeu cerca de 7% dos recursos.
  • O programa Vencer pelo Esporte, do Ministério do Esporte, visa incluir 10% dos 350 centros especializados em reabilitação do SUS, com centros já mantendo infraestrutura esportiva e contratação de profissionais de educação física; em 2025, o CBCP arrecadou 17,3 milhões de reais.
  • Casos de impacto social destacam a trajetória de atletas atendidos por Cetefe e pela APA: o vice-presidente da Cetefe, Diego Lima, teve positivamente a vida transformada pelo atletismo; a APA venceu o campeonato nacional de atletismo paralímpico em 2023 com apoio de núcleos regionais.

A Comissão de Esporte (CEsp) realizou, nesta quarta-feira (27), audiência pública para debater avanços e desafios na promoção do esporte entre pessoas com deficiência (PCD). O foco foi o Comitê Brasileiro de Clubes Paralímpicos (CBCP), organização criada em 2020 para fortalecer clubes paralímpicos e vinculada ao Sistema Nacional de Esporte (Sinesp). Especialistas destacaram o esporte como ferramenta de inclusão.

A presidente da CEsp, senadora Leila Barros, reforçou que o esporte desenvolve autoconfiança, resiliência e cidadania, além de influenciar positivamente a vida social de atletas e comunidades ao redor. A fala de Barros enfatizou a dimensão pessoal e social da prática esportiva para PCD.

Investimento

O CBCP informou que só ingressou no Sinesp em 2020, o que disparou o número de entidades filiadas de 11 para 203. O presidente João Batista Carvalho e Silva enfatizou que leis de incentivo contribuíram para a melhoria do cenário, citando avanços no desempenho brasileiro em Paralimpíadas. Ele destacou a passagem do Brasil do 37º lugar em Atlanta 1996 para o quinto em Paris 2024.

A lei que regula recursos de loterias e apostas para o CBCP foi apontada como crucial, com o repasse de recursos para custos de viagens, comissões técnicas, árbitros e coordenadores de eventos nos próximos três anos. Do total disponível de 11,6 milhões de reais, 5,3 milhões já foram usados. Leila Barros apontou preocupação com a desigualdade regional na distribuição de recursos, em especial a Região Norte, que ficou com cerca de 7%.

Esporte e Saúde

Fábio Augusto Lima de Araújo, secretário nacional de Paradesporto do Ministério do Esporte, destacou o programa Vencer pelo Esporte. A iniciativa visa incluir atividades físicas em 10% dos 350 centros especializados em reabilitação de PCD do SUS, com infraestrutura esportiva já existente e contratação obrigatória de profissionais de educação física.

De acordo com Araújo, o CBCP arrecadou 17,3 milhões de reais em 2025. A meta é ampliar o acesso da população à prática esportiva, não apenas formar atletas de alto rendimento, mas integrar PCD à atividade física regular.

Inserção social

Nathalia Cavalcanti de Araújo, da Cetefe, relatou que o esporte transformou a vida do atual vice-presidente Diego Lima, ajudando a afastá-lo da criminalidade ao encontrar motivação e oportunidades por meio do atletismo. Natanael Pereira Barros, da APA, citou título nacional de atletismo paralímpico em 2023, destacando a necessidade de massificar o acesso ao esporte para identificar talentos.

Barros ressaltou que existem 11 escolinhas na região e cerca de 880 crianças atendidas apenas no atletismo, além de outras modalidades. A entidade enfatizou a importância de ampliar núcleos esportivos para ampliar oportunidades e estimular o desempenho de jovens no esporte de alto rendimento.

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