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Pessoa afirma ter passado muito perto da morte após incidente

Empresário que quase morreu no Everest chega ao cume com a bandeira do Rio Grande do Sul, apesar de ferimentos graves em dois companheiros

Roberto Lucchese
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  • O empresário Roberto Lucchese, de 41 anos, partiu para escalar o Everest no início de maio, com o objetivo de levar a bandeira do Rio Grande do Sul ao topo.
  • No dia cinco de maio, uma peça de gelo quase de trinta metros se desfez durante a subida, ferindo gravemente dois expedicionários; o grupo continuou a jornada.
  • Um helicóptero apareceu sobre o gelo durante o incidente; não houve mortes, mas houve ferimentos graves em dois companheiros de expedição.
  • A rota foi marcada por muita queda de pedras nos primeiros sete mil metros, e o Everest esteve mais difícil do que no ano anterior.
  • Após quarenta e cinco dias de esforço, chegaram ao cume, acima de oito mil oitocentos metros, com Lucchese relatando perda de quase quatorze quilos e frio intenso, valorizando a vida e a família.

Roberto Lucchese, empresário da construção civil de 41 anos, subiu o Monte Everest em maio, levando a bandeira do Rio Grande do Sul para o topo. O objetivo era mostrar a resiliência do povo gaúcho após as enchentes de 2024 e apoiar a região. A partida ocorreu no início do mês, em condições de alta periculosidade.

Durante a subida, Lucchese enfrentou quedas de gelo e instabilidade da superfície. Em 5 de maio, uma coluna de gelo de quase 30 metros ruíram a cerca de 22 a 25 metros de distância dele, de modo repentino, levando medo e atraso. Dois brasileiros, um sherpa e mais um guia ficaram feridos.

Ainda na virada da madrugada, o grupo foi forçado a interromper a ascensão por quase 10 minutos, com helicóptero circulando sobre o gelo. Ao retomar, o desafio ficou ainda maior, com quedas constantes de pedras nos primeiros 7 mil metros e clima mais desfavorável que no ano anterior.

Desdobramentos da escalada

O Everest estava muito mais exigente em termos climáticos, segundo relato de Lucchese. Nas etapas finais, as escadas de gelo formadas pelo fluxo de pessoas ajudaram em parte, mas não impediram as dificuldades. O empresário descreveu sensação de medo e exposição à morte, especialmente nas três horas finais.

Ao chegar aos 8.800 metros, ele registrou sensação de missão cumprida. Foram 45 dias de experiência extrema, com perda de cerca de 14 quilos e queimaduras no rosto pelo frio intenso. A vitória no cume, porém, foi vista como resultado de planejamento, preparação e fé.

Lucchese confirmou que a motivação era simbólica: demonstrar que alguém de origem simples pode alcançar objetivos extraordinários com foco e esforço. Com a ascensão concluída, ele pretende retornar à família, à região e à cultura gaúcha, valorizando ainda mais a vida e o oxigênio disponível em altitudes tão elevadas.

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