- A FIA adotará um novo método de medição da taxa de compressão de motores de 2026 da Mercedes, colocando à prova a solução desenvolvida pela fabricante.
- A controvérsia envolve a possibilidade de alterar a taxa de compressão com base na temperatura, segundo acusações de rivais, chegando a valores próximos de 18:1 em operação.
- A Mercedes argumenta que o projeto está dentro das regras, e a FIA afirmou não ter identificado irregularidades até o momento.
- A partir deste fim de semana, serão feitas medições com o motor aquecido, em torno de 130 °C, para esclarecer as dúvidas.
- O fim de semana em Mônaco marca também a estreia do mapa de motor Rev1, voltado a gerenciar com mais eficiência a energia na temporada de 2026.
A Mercedes encara neste domingo um momento decisivo para os motores da Fórmula 1 de 2026. A FIA iniciará medições com o motor aquecido, simulando temperaturas próximas de 130°C, para avaliar a taxa de compressão desenvolvida pela equipe alemã.
A controvérsia envolve uma solução criada por engenheiros de Brixworth, liderados por Hywel Thomas, que poderia permitir ajustes na compressão conforme a temperatura do motor. Rivais questionam se haveria vantagem competitiva.
A Mercedes afirma que o conceito está dentro das regras, mas as dúvidas ganharam corpo no paddock ao longo dos últimos meses. A nova metodologia de aferição visa esclarecer o tema de uma vez por todas.
Segundo a FIA, a mudança de método não aponta irregularidades, mas busca transparência sobre o uso da compressão em diferentes condições operacionais. O órgão reiterou que não houve fraude ou violação deliberada.
A discussão atraiu outras fabricantes, que analisaram estratégias semelhantes, porém recuaram diante da possibilidade de novas restrições regulatórias. A avaliação da FIA passa a ter maior peso regulatório nesta etapa.
O teste em Mônaco coincide com a estreia do mapa de motor Rev1, criado para gerenciar de forma mais eficiente o uso de energia na geração de 2026. A ferramenta representa um avanço técnico para a categoria.
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