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Bial e Uirá Machado debatem biografias de grandes esportistas na Feira do Livro

Bial e Uirá debatem biografias de Isabel do Vôlei e Mequinho na Feira do Livro, ressaltando que esporte vai além do futebol e envolve pessoas

Os jornalistas Uirá Machado e Pedro Bial na Feira do Livro, nesta segunda-feira
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  • Bial e Uirá Machado participaram da Feira do Livro, próximos ao estádio do Pacaembu, lançando biografias sobre Isabel do Vôlei e Mequinho.
  • Bial defende que todo esporte é mental e destacou Isabel, lembrando sua contribuição para a redemocratização, mesmo sem grandes títulos.
  • Machado diz que o livro sobre Mequinho foca mais pessoas do que o próprio xadrez; o enxadrista, hoje com 74 anos, chegou a pedir que ele parasse de escrever.
  • O bate-papo teve tom bem-humorado, com a mediação de Anita Efraim e perguntas entre os jornalistas sobre relações e entrevistas.
  • À noite, o vencedor do Pulitzer Charles Duhigg falou sobre seus livros, respondeu perguntas da plateia e colocou em discussão temas como hábitos, empatia e mudanças de comportamento.

Ao redor do estádio do Pacaembu, jornalistas falaram sobre o papel do esporte na formação do Brasil, destacando biografias recentes. O encontro aconteceu na Feira do Livro, no fim da tarde desta segunda-feira, com os autores Pedro Bial e Uirá Machado. A conversa abordou Isabel do Vôlei e Mequinho, nomes que ilustram trajetórias além do títulos.

Bial apresentou Isabel do Vôlei da Vida, destacando como a atleta contribuiu para a redemocratização do país. Machado, por sua vez, mostrou a percepção do livro de Mequinho, enfatizando a dimensão humana do enxadrista. A mediação ficou a cargo de Anita Efraim, que modulou o debate sobre se o xadrez é esporte.

Debate sobre xadrez e esporte

A mesa contou com a visão de que o xadrez é o esporte da mente, segundo Machado, enquanto Bial argumentou que todo esporte envolve componente mental. O autor de Isabel da Vida explicou que as derrotas também geram aprendizados relevantes para o esporte nacional. Isabel faleceu em 2022.

Machado revelou uma relação próxima com Mequinho, que já foi procurado para uma entrevista, mas pediu que o livro não fosse produzido. O biógrafo afirmou que o foco está na história humana por trás do atleta. Bial, acostumado com a entrevista, cruzou perguntas com o colega, gerando descontração entre o público.

Charles Duhigg na Praça da Feira

Mais tarde, o público foi ao palco da praça para ouvir o vencedor do Pulitzer Charles Duhigg, autor de Supercomunidadores e O Poder do Hábito. O autor veterano discutiu hábitos e transformação pessoal, respondendo a perguntas sobre meditação, redes sociais e prática esportiva.

Duhigg manteve interação com a plateia, pedindo respostas com as mãos levantadas e destacando que é possível alterar hábitos. Em relação à polarização, sugeriu empatia prática como instrumento de convivência, embora sem soar prescritivo para o público presente. A segunda-feira teve público menor que o fim de semana anterior.

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