- Zak Brown, ex-piloto, lidera a recuperação da McLaren, que venceu o campeonato de construtores pela primeira vez desde 1998 e, em 2025, teve dezenas de vitórias com Norris e Piastri, além de crescer em patrocínios.
- A equipe passou de uma crise financeira e desempenho ruim para quase R$ 500 milhões em receita anual com patrocínios, com melhora significativa desde a chegada de Brown.
- A McLaren intensificou investimento em tecnologia e liderança, reestruturando a gestão e formando parcerias estratégicas, como a Dell Technologies em 2018, para atrair outras grandes empresas.
- Brown destaca o papel dos fãs, da diversidade e da participação feminina na Fórmula 1, citando iniciativas em STEM, programas de academias de piloto e o crescimento do público jovem e feminino.
- O executivo vê a F-1 como um ecossistema fortemente impulsionado por patrocínios (cerca de três quartos da receita), com expansão internacional, especialmente na América do Norte, e uso de tecnologia, dados e IA para o desempenho e a experiência dos fãs.
Zak Brown, CEO da McLaren, fala sobre a recuperação da equipe, o impacto financeiro e a relação com fãs após uma década à frente da marca. A conversa, conduzida pela WIRED, aborda a ascensão de 2024, com o título de construtores, e os 12 triunfos de 2025, incluindo Mônaco, além de chegar próxima de 500 milhões de dólares em patrocínios anuais. Brown também comenta a dupla de pilotos, Norris e Piastri.
O executivo iniciou na carreira como piloto por 10 anos, migrando depois para a área comercial e de patrocínios. Foi nessa trajetória que fundou a maior agência de esportes motoristas do mundo, ajudando times e marcas a entenderem o esporte. Em 2018 entrou de vez na McLaren, buscando unir negócio e competição.
Ao assumir, Brown encontrou a McLaren com histórico vitorioso, mas sob pressão financeira. O fim da parceria com a Honda e a transição para Renault trouxeram avanços, mas o desempenho só ganhou consistência com mudanças na liderança e foco comercial. A Dell Technologies foi o primeiro grande parceiro a sinalizar a virada, em 2018.
Fãs, identidade da marca e diversidade
Brown afirma que a McLaren passou a buscar engajamento com fãs de forma mais direta, mantendo a combinação entre time e pilotos. Ele destaca a importância de Lando Norris e Oscar Piastri na construção de uma base de fãs positiva, com maior aceitação entre homens jovens e mulheres.
A entrevista também aborda o papel da Fórmula 1 na mudança de cenário global. Brown elogia a expansão na América do Norte, o impacto de Drive to Survive e os esforços da categoria para ampliar participação de mulheres e jovens, além de programas com STEM. A meta é tornar a McLaren a equipe mais engajada do mundo.
Finanças e tecnologia
Sobre a monetização, Brown aponta que a maior parte da receita vem de patrocínios, com a liga gerando receitas adicionais. Em termos de escala, a McLaren foca em patrocínios, licenciamento e prêmios por desempenho, com a expectativa de manter crescimento sustentável.
A tecnologia ocupa posição central no funcionamento da equipe. O grupo utiliza centenas de sensores, geração de dados em tempo real e simulações para desenvolver as opções de chassis. Parcerias com Dell, Cisco, Google e Gemini fortalecem a infraestrutura de computação, redes e IA.
Futuro, inovação e experiência
Brown reforça o interesse da McLaren em materiais recicláveis, mobilidade híbrida e avanços em IA para estratégia, design, engajamento de fãs e eficiência operacional. Ele vê a IA como impulsionadora de descobertas e melhorias contínuas, tanto para a equipe quanto para o público.
No encerramento, ele destaca o incentivo para que fãs vivenciem a corrida ao vivo, ressaltando que a experiência no estádio ou no local de corrida é mais envolvente que a transmissão. Brown admite sentir FOMO de ainda não pilotar os carros atuais, mas reforça o papel central dele como líder e impulsor da performance da McLaren.
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