- Marcelo Demoliner, 37 anos, chegou às quartas de final de duplas em Roland Garros, ao lado de N. Sriram Balaji.
- Na terceira rodada, eles venceram a dupla alemã Kevin Krawietz e Tim Puetz, cabeças de chave seis, por 7/5 e 6/4.
- Os adversários nas quartas serão Henry Patten, do Reino Unido, e Harriövaara, da Finlândia.
- A vitória marca o melhor resultado de Demoliner no torneio parisiense em dez participações, consolidando sua fase de retomada física após cirurgia no joelho.
- O gaúcho ressalta foco na longevidade e mantém planos de continuar competindo, com participação em grandes torneios e envolvendo a possibilidade de disputar os Jogos Olímpicos de Los Angeles em 2028.
Marcelo Demoliner vive seu melhor momento no Roland-Garros aos 37 anos. O gaúcho, especialista em duplas, avançou às quartas de final ao lado do indiano N. Sriram Balaji após derrotar duplas alemãs nas três primeiras rodadas. A campanha acontece em Paris, no saibro francês, durante a edição de 2026.
Na estreia, Demoliner e Balaji derrotaram a dupla alemã Constantin Frantzen e Robin Haase em três sets. Na segunda rodada, passaram pelos alemães Jakob Schnaitter e Mark Wallner, sem perder sets. Nesta segunda, duplo alemão Krawietz e Puetz caiu diante deles, em sets de 7/5 e 6/4.
A ideia é seguir firme contra Henry Patten, da Inglaterra, e Harri Heliövaara, da Finlândia, nas quartas. O torneio marca a décima participação do brasileiro em Paris, onde tenta superar a fase de 2017, quando atingiu o melhor ranking da carreira (34º). A meta é manter o ritmo até o fim do Grand Slam.
Trajetória e preparo
Demoliner destaca que a longevidade vem com preparação física cada vez mais intensa, especialmente após os 30 anos. Ele aponta que a cartilagem sofre desgaste e que manter o condicionamento é crucial para a carreira.
O gaúcho enfatiza o papel da experiência adquirida em quase duas décadas no circuito. Segundo ele, a técnica se aperfeiçoa com o tempo desde que a condição física esteja estável. A rotina, porém, envolve também resistência mental diante de viagens longas.
Em Paris, o tenista também fala sobre o impacto de ficar longe da família durante a temporada. Mesmo assim, afirma manter a motivação alta e projeta participação em grandes torneios, incluindo uma possível presença olímpíca em 2028.
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