- A insulina é hormônio produzido pelo pâncreas, usado como medicamento para diabetes desde 1922, e também é utilizada de forma inadequada por fisiculturistas a partir dos anos noventa.
- O objetivo do uso entre atletas é ampliar massa muscular, já que a insulina é considerada altamente anabólica e anticatabólica.
- Ela facilita a entrada de glicose e aminoácidos nas células musculares, favorecendo a síntese proteica e a reposição de glicogênio após o treino.
- O risco é alto: doses inadequadas podem causar hipoglicemia grave, com possibilidade de convulsões, coma e até parada cardiorrespiratória.
- O uso crônico pode levar a resistência à insulina, ganho de gordura corporal e alterações metabólicas, além de reduzir a percepção dos sinais de hipoglicemia.
A insulina, hormônio produzido pelo pâncreas, leva glicose do sangue para as células. Ela é fundamental para transformar carboidratos em energia e para manter a glicose estável no organismo.
Medicinalamente, a insulina é usada no tratamento da diabetes desde 1922. A aplicação sem indicação clínica ganhou espaço entre alguns fisiculturistas a partir dos anos 1990, mesmo com a primeira insulina humana sintética disponível em 1978.
A motivação dos atletas é aumentar massa muscular, já que a insulina é considerada um dos hormônios mais anabólicos e anticatabólicos. Ela facilita a entrada de glicose e aminoácidos nas células musculares, favorecendo a síntese proteica e a recuperação após o treino.
Porém, o uso não médico envolve riscos graves. A dose pode diminuir significativamente a glicose sanguínea, provocando hipoglicemia grave. Sintomas como sudorese, tremores e confusão podem evoluir para convulsões, coma e até parada cardiorrespiratória se não houver alimentação adequada.
Segundo a médica Gabriella Criscuolo Mukics, há uma margem estreita entre dose efetiva e dose letal. O risco aumenta com uso sem monitoramento ou sem compensação de carboidratos. A hipoglicemia pode ser fatal, principalmente durante o sono ou após treino intenso.
O uso crônico da insulina, mesmo em quem não tem diabetes, pode gerar problemas adicionais. Entre eles estão resistência insulínica, alterações metabólicas, acúmulo de gordura corporal e redução de sintomas de hipoglicemia, o que aumenta a ocorrência de episódios perigosos.
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