- Chwalinska, qualificada, chegou à final do Roland Garros ao derrotar a 25.ª cabeça de chave, Diana Shnaider, por sete a seis (4) e seis a quatro.
- Ela é a primeira qualifier na história a chegar à final do French Open e apenas a segunda a chegar à final de um grand slam em toda a carreira.
- A pedido: a polonesa chegou à final com ranking atual de 114 e já venceu nove jogos, perdendo apenas um set no torneio.
- A adversária na decisão será Mirra Andreeva, da Rússia, que eliminou Marta Kostyuk por 6-1, 6-3.
- O histórico da campanha de Chwalinska inclui um prêmio de 1,626,744 dólares, quase o dobro do que tinha ganho na carreira até então.
Maja Chwalinska fez história ao derrotar Diana Shnaider e chegar à final do French Open, como qualifier. A vitória ocorreu no sábado, em Paris, com sets 7-6(4) e 6-4. A seleção polonesa, que disputou a segunda semi de Grand Slam, avançou ao sonho da decisão.
Chwalinska, que ocupa hoje a posição 114 do ranking, tornou-se a primeira qualifier a chegar à final de Roland Garros. Em três semanas, venceu nove partidas e perdeu apenas um set. A jogadora classificou o feito como quase surreal e afirmou que ainda está tentando processar o resultado.
Na outra semifinal, Mirra Andreeva, sexta-cabeça de chave, derrotou Marta Kostyuk por 6-1, 6-3. A jovem russa, já reconhecida pela tenacidade, chega à final para enfrentar Chwalinska. Andreeva foi a oitava cabeça de chave do torneio.
Chwalinska é baixa e de estilo variado, o que a ajudou a impor ritmo diante de uma adversária mais poderosa. Ela usou slices, ângulos e drops para tirar o tempo de jogo de Shnaider, buscando manter a alternância de ritmos nos pontos decisivos.
A trajetória da polonesa começou de forma improvável: até a recente campanha, ela não havia passado da primeira rodada de Grand Slam e tinha apenas uma vitória em grandes torneios no quadro principal. Ao longo do torneio, ela manteve apenas uma derrota de 9 sets disputados.
A progressão de Chwalinska chamou a atenção também pelo apoio externo, com a participação de patrocinadores locais que contribuíram para manter a habitabilidade de suas melhores fases. A premiação do torneio, nesta edição, superou a marca de 1,6 milhão de dólares para a campeã, valor relevante para a campanha financeira da atleta.
Desdobramentos e contextos
O histórico de ambas as jogadoras acrescenta o peso da conquista. Chwalinska, com 24 anos, disputou sua primeira final de Grand Slam. Andreeva, jovem promessa da Rússia, chega com moral elevada para a decisão, após barrar rivais de alto nível.
- A final do French Open reunirá duas jogadoras com estilos distintos, prometendo duelo tático e surpreendente performance física.
- Em Paris, o torneio segue com a expectativa alta entre fãs que aguardam um desfecho inédito para as gerações recentes do tênis feminino.
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