- Dispositivos de altura e largada voltaram ao centro do debate na MotoGP após acidentes na primeira curva em corridas recentes.
- Maverick Viñales aponta a desativação do sistema antes da curva como principal risco, não apenas o ganho de aceleração.
- Ele explica que, se o mecanismo não destrava na primeira tentativa, é preciso frear e tentar novamente, gerando situações imprevisíveis no pelotão.
- O tema ganhou força após o acidente coletivo no GP da Hungria, que reacendeu pedidos para antecipar a proibição dos dispositivos, prevista para 2027.
- Outros pilotos, como Jack Miller e Diogo Moreira, também defendem mudanças, enquanto alguns argumentam que as largadas já são momentos de alto risco independentemente da tecnologia.
Os dispositivos de altura e largada das motos voltaram a gerar debate na MotoGP após uma sequência de acidentes nas primeiras curvas das corridas. Maverick Viñales destacou a tecnologia como um fator de risco logo após a largada, apontando falhas no processo de desativação do sistema como causa de situações imprevisíveis.
Segundo Viñales, o ganho de aceleração não é o principal problema, e sim a necessidade de frear forte para liberar a suspensão dianteira. Quando o mecanismo não destrava na primeira tentativa, é comum que o piloto tenha que frear novamente, aumentando o potencial de colisões no pelotão.
O tema ganhou força após o acidente coletivo na primeira curva do GP da Hungria, que envolveu Jorge Martin e provocou várias quedas. A situação reacendeu pedidos para antecipar a proibição dos dispositivos, prevista para entrar em vigor apenas em 2027.
Também há apoio à mudança por parte de Jack Miller, que vê a necessidade de uma manobra de frenagem não natural para desativar o sistema como um risco adicional. O australiano afirma que as altas velocidades na primeira curva exigem concentração extra para liberar os dispositivos.
Diogo Moreira, piloto da Honda, compartilha a opinião de que os dispositivos dificultam ainda mais a parada na curva inicial, sobretudo em circuitos com frenagem já desafiadora. A posição dele reforça o tema entre equipes e fã-clubes.
Posições a favor da mudança
Defensores apontam que a remoção dos dispositivos reduziria as complicações na frenagem. A criticidade reside no momento de desativação, que pode gerar erros sob pressão. O debate ganhou escala com o aumento de velocidades na largada.
Visões contrárias
Alguns pilotos e dirigentes argumentam que as largadas já são momentos de alto risco independentemente da tecnologia. Eles ressaltam que o equilíbrio entre trajetória, frenagens e posição no pelotão continua sendo o principal desafio das primeiras curvas.
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