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McGregor teria usado substâncias proibidas para se recuperar de lesão, diz jornal

New York Times aponta uso de substâncias proibidas por McGregor na recuperação da fratura; USADA negou licença de uso

Foto: Reprodução/Instagram Oficial Conor McGregor / Esporte News Mundo
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  • Conor McGregor retorna ao UFC em julho para enfrentar Max Holloway, após ficar ausente desde 2021 por fratura na perna na trilogia contra Dustin Poirier.
  • O jornal The New York Times publicou informações de que, durante a recuperação, o irlandês teria usado substâncias consideradas poderosas e proibidas para atletas.
  • O médico responsável pela cirurgia, Dr. Neal ElAttrache, afirmou ter emitido um pedido de licença especial para uso de tais substâncias junto ao UFC e à USADA, mas uma prescrição específica foi negada.
  • A USADA rejeitou a licença, e o jornal aponta que a entidade via o pedido como uma possível brecha no programa antidoping; McGregor, na época, pediu para não ser mais testado.
  • McGregor só voltou a ser liberado para lutar após cumprir suspensão de 18 meses decorrente de não envio de amostras, em outubro de 2025, abrindo caminho para a sua volta ao octógono.

Conor McGregor retorna ao UFC em julho para encarar Max Holloway, encerrando ausência desde 2021, quando fraturou a perna na trilogia com Dustin Poirier. A volta acontece após recuperação da lesão. Suspeitas sobre uso de substâncias proibidas ganharam força na imprensa.

O jornal The New York Times publicou detalhes sobre boatos de que o irlandês teria utilizado substâncias poderosas durante a recuperação. As informações apontam tentativas de manter tais substâncias sem violar o antidoping da época.

As substâncias não foram reveladas, mas houve movimentação para obter autorização para uso terapêutico junto ao UFC e à USADA, antiga autoridade antidoping.

Licença especial e recusa

O cirurgião Neal ElAttrache, responsável pela operação, afirmou ao NYT que não prescreveu esteroides. Ele chegou a redigir uma carta solicitando uma licença especial para possível uso junto ao UFC e à USADA, sem sucesso.

O médico explicou que o objetivo era favorecer a recuperação óssea sem comprometer o antidoping, destacando que muitas substâncias na lista são usadas terapeuticamente.

A USADA negou a licença, segundo o jornal. A entidade avaliou o pedido como uma tentativa de explorar brecha no programa antidoping do UFC.

Reação de quem acompanha o caso

Audie Attar, agente de McGregor, afirmou que o pedido não visava driblar o antidoping, mas manter o foco na recuperação e reduzir riscos de agravamento da lesão.

Hunter Campbell, executivo do UFC, disse ao NYT que houve comunicação entre a organização e a equipe de McGregor durante o afastamento, e que os procedimentos antidoping foram cumpridos.

Dr. David Gerrard, ex-membro do comitê da WADA, afirmou que não vê evidência de que substâncias proibidas favoreceriam a recuperação de ossos e avaliou o pedido como improvável de ter efeito terapêutico.

McGregor conseguiu liberação para lutar novamente após cumprir uma suspensão de 18 meses por não envio de amostras em 2025. A volta ao octógono está marcada para breve.

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