- Wimbledon anunciou premiação total de 64,2 milhões de libras para este ano, alta de 20% em relação a 2025, e maior aumento já visto na competição.
- Os vencedores da chave de simples receberão 3,6 milhões de libras, valor acima dos 3 milhões de libras do ano anterior.
- Atletas contestam a fatia de receita dos Grand Slams, argumentando que o compartilhamento fica perto de 15%, abaixo de outros circuitos; suspenção de boicotes já foi aventada.
- A presidente de Wimbledon, Debbie Jevans, informou ter conversado com o representante dos jogadores, Larry Scott, sobre a premiação, citando divergências divulgadas pela imprensa após reunião em Paris.
- Além do dinheiro, a edição traz melhorias no Millennium Building, como área de desempenho ampliada e sistema de revisão por vídeo nas seis principais arenas.
A organização de Wimbledon anunciou uma premiação total recorde de 64,2 milhões de libras esterlinas para a edição deste ano, equivalente a cerca de 442 milhões de reais. O aumento representa 20% em relação a 2025 e vale tanto para homens quanto para mulheres nas chaves de simples.
O maior incremento na história do torneio ocorre em meio a pressões de atletas que reivindicam uma fatia maior das receitas dos Grand Slams. Os tenistas pedem uma participação próxima de 70 milhões de libras, com distribuição superior aos 22% estimados para os principais circuitos da ATP e WTA.
A competição acontece em Londres, no All England Lawn Tennis and Croquet Club, com a expectativa de maior investimento nos atletas e nos bastidores, enquanto a direção ressalta a natureza sem fins lucrativos da instituição.
Premiação e condições para os tenistas
A soma total da premiação corresponde a um crescimento de 20% frente a 2025. Os campeões das chaves de simples receberão 3,6 milhões de libras, cerca de 24,8 milhões de reais, frente a 3 milhões de libras no ano anterior. O valor é o maior aumento anual da história de Wimbledon.
Os jogadores apontam que, apesar do acréscimo, a parcela destinada aos atletas continua menor que a dos torneios do circuito maior. Em comparação, o US Open distribuiu 90 milhões de dólares em 2025, e o Australian Open abriu com 111,5 milhões de dólares australianos neste ano.
Entre os fatores citados para a insatisfação estão calendário, aposentadorias, expansão de torneios e horários tardios. A ausência de diálogo consistente também é mencionada por alguns atletas.
Detalhes adicionais da estrutura e melhorias
A premiação de todas as rodadas aumentou, incluindo as primeiras eliminações, com 80 mil libras para quem perde na primeira fase, frente a 66 mil libras em 2025. A premiação total do qualifying ganhou 25%, chegando a 6,2 milhões de libras.
A presidente de Wimbledon, Debbie Jevans, destacou que a instituição destina 90% do superávit ao desenvolvimento do tênis britânico. No ano anterior, o clube repassou 48,1 milhões de libras à Lawn Tennis Association.
Além disso, o torneio ampliará a área de suporte aos atletas no Millennium Building, com academia maior, mais espaços médicos e de fisioterapia, e uma nova área de recuperação física. Também haverá bar de nutrição e mais áreas de sombra para o público.
Perspectivas e próximos passos
O torneio manterá um sistema de revisão por vídeo em seis arenas, com revisões ilimitadas de decisões do árbitro de cadeira. Indicadores visuais de marcação eletrônica de linha também serão exibidos nos placares.
A executiva Sally Bolton, que deixará o cargo após esta edição, reforçou o foco no tênis em meio às ampliações e inovações previstas. O debate sobre a distribuição de premiação permanece relevante para a reta final da temporada de tênis.
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