- A Gravae instala câmeras inteligentes em quadras e arenas para gravar partidas, identificar os melhores momentos e entregar vídeos prontos para os atletas compartilharem nas redes sociais.
- A startup baiana já tem mais de oitocentos clientes, mais de trezentos mil usuários cadastrados e mais de cem mil usuários ativos por mês, com mais de nove milhões de vídeos gerados.
- Em dois mil e vinte e cinco a Gravae faturou R$ quatro milhões e quinhentos mil e espera chegar a R$ nove milhões e meio em dois mil e vinte e seis.
- Neymar Jr. é um cliente da Gravae, com o sistema instalado em uma propriedade no Brasil; o atleta entrou no portfólio após indicação de uma jogadora de futevôlei.
- Internacionalmente, a operação é chamada ReplayMe, está em oito países e já supera mais de cento e vinte Arenas no México; a empresa pretende abrir operação em São Paulo e captar cerca de R$ cinco milhões em uma nova rodada.
O baiano Vitor Varandas virou empreendedor ao provar que não era tão ruim no futevôlei quanto diziam. A ideia, que nasceu de uma brincadeira, virou empresa de tecnologia esportiva que usa IA e visão computacional para transformar partidas em vídeos personalizados.
A Gravae instala câmeras inteligentes em quadras e arenas; o sistema grava, identifica os melhores momentos e entrega os lances automaticamente para os atletas divulgarem nas redes. Hoje, a empresa soma mais de 800 clientes e 300 mil usuários cadastrados.
Com mais de 100 mil usuários ativos por mês, a Gravae ultrapassou a marca de 9 milhões de vídeos gerados. A empresa faturou 4,5 milhões de reais em 2025 e projeta chegar a 9,5 milhões em 2026.
Entre os clientes está Neymar Jr, que instalou o sistema em uma propriedade no Brasil. O destaque internacional veio após a atuação da Gravae fora do país, com crescimento a partir de arenas de vários países.
Origem e evolução
Varandas, formado em engenharia elétrica, trocou parte da carreira comercial pela tecnologia em 2019. O início ocorreu com uso de câmeras simples em quadras, com resultados que motivaram a criação da empresa.
Inicialmente, o negócio dependia de instalações manuais e manutenção pelo próprio fundador, que chegou a subir em postes para adaptar equipamentos. O aprendizado técnico foi essencial para estruturar a Gravae.
O modelo de negócios não prevê cobrança pelo usuário final dos vídeos; a receita vem de mensalidades cobradas das arenas, que oferecem a tecnologia como benefício aos clientes.
Expansão internacional e investisseurs
A expansão internacional ocorreu sob o nome ReplayMe, presente em oito países, incluindo o México, com mais de 120 arenas conectadas. A estratégia externa ajudou o negócio a atrair investimentos e ampliar operação.
A indicação de uma jogadora de futevôlei levou à instalação no Mangaratiba, RJ, da casa de Neymar. O projeto fez a empresa abrir sua primeira rodada de investimento, avaliando a startup em 11 milhões de reais.
Planos e equipe
Hoje, a Gravae tem 25 funcionários, incluindo cerca de 10 desenvolvedores. O objetivo é ampliar o uso de IA para criar novos produtos e soluções para torneios, gestão de arenas e recursos adicionais.
A próxima etapa envolve uma nova rodada de cerca de 5 milhões de reais para acelerar a expansão, incluindo a abertura de operação em São Paulo. A empresa aponta como limitador a estrutura, não o mercado, cliente ou produto.
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