- Brasil conquista bronze no mundial de Hangzhou no goalball masculino ao derrotar o Japão por 10 a 6.
- No feminino, o Brasil fica em quinto lugar após vencer Japão por 5 a 2.
- As duas decisões ficaram com ouro para a China.
- Cinco atletas do Time São Paulo Paralímpico integraram as equipes, apoiadas pela Secretaria da Pessoa com Deficiência e pelo Comitê Paralímpico Brasileiro.
- O ala Leomon Moreno celebrou o resultado, dizendo que o bronze tem o gosto de ouro e destacando o aprendizado da equipe.
A seleção brasileira de Goalball conquistou a medalha de bronze no Mundial de Hangzhou, na China, encerrado nesta segunda-feira, 15/6. No masculino, o Brasil venceu o Japão por 10 a 6 para ficar com o bronze; no feminino, ficou em 5º após derrota para as japonesas por 2 a 5. Ouro ficou com a China em ambas as categorias.
Entre os atletas brasileiros, cinco homens e três mulheres integram o Time SP, programa do governo paulista de fomento ao paradesporto, por meio da Secretaria da Pessoa com Deficiência, em parceria com o Comitê Paralímpico. A equipe conta com apoio institucional ao alto rendimento.
O ala Leomon Moreno destacou que a equipe retorna fortalecida. Ele participou junto de André Dantas, Danielle Longhini, Emerson da Silva, Jéssica Vitorino, Josemarcio Sousa, Moniza de Lima e Paulo Rubens, todos integrantes do Time São Paulo Paralímpico.
O Time São Paulo Paralímpico é gerido pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD) em parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). A iniciativa apoia 157 atletas em 16 modalidades, promovendo inclusão por meio do esporte de alto rendimento.
O Goalball é modalidade para deficientes visuais, disputada em quadra de 9 m por 18 m, com três jogadores titulares e três reservas. O objetivo é balançar a rede adversária, usando uma bola com guizo para indicar a direção, em partidas de dois tempos de 12 minutos.
Classificações B1, B2 e B3 competem juntas, com venda dos olhos para garantir igualdade de condições. A modalidade foi criada em 1946 para a reabilitação de veteranos que perderam a visão, após a Segunda Guerra Mundial. A estreia olímpica masculina ocorreu em 1976; a feminina, em 1984.
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