- A Zyla, assessoria de corrida paulista, saiu de 200 alunos para 84 mil atletas ativos em menos de um ano, com previsão de faturar R$ 10 milhões em 2026 e chegar a 100 mil cadastros ainda neste ano.
- A empresa usa inteligência artificial para analisar treinos, comparar planejamento com execução e fornecer feedbacks individualizados em escala, mantendo supervisão profissional.
- O Wellhub responde por mais de noventa por cento dos alunos, com planos diretos a partir de R$ 39,90 mensais; o modelo busca democratizar o acompanhamento de corrida.
- A equipe é formada pelos sócios Guilherme Monteiro, Maria Luiza Sanches e Samy Waintraub, com base em tecnologia e metodologia de treino desenvolvida por um treinador mais a técnica de IA.
- A aposta é transformar a corrida em ecossistema social e gamificado, com desafios no aplicativo e parcerias de marcas, para manter a escala sem perder a confiança dos corredores.
A Zyla, startup de assessoria de corrida de São Paulo, saiu de 200 alunos para 84 mil atletas ativos em menos de um ano, usando inteligência artificial para personalizar treinos em escala. A meta para 2026 é faturar 10 milhões de reais e chegar a 100 mil corredores cadastrados até dezembro.
O modelo de negócio se distingue pelo uso de IA para cruzar dados de treinos com planos, identificar divergências e emitir feedbacks individualizados. A base de clientes cresceu principalmente via Wellhub, plataforma que hospeda a maioria dos usuários, com planos a partir de 39,90 reais mensais.
A história começou com Guilherme Monteiro, engenheiro com foco em tecnologia nuclear, que viu a possibilidade de treinar com IA após uma experiência negativa com uma IA genérica. Em paralelo, Maria Luiza Sanches, influenciadora de corrida, foi incluída como sócia para estruturar a marca e a estratégia de comunicação.
Samy Waintraub, executivo de tecnologia e negócios, entrou no projeto no fim de 2024 para testar a tese de startup. A equipe convidou Malu, como é conhecida Maria Luiza, para liderar a construção da marca em 2026, após rodada de investimento-anjo de 500 mil reais.
A metodologia técnica é apoiada por Pedro Keller, treinador com mais de 16 anos de experiência. Ele traduz a prática do treino humano para algoritmos, mantendo um núcleo analógico na lógica de decisão para a IA não perder o foco humano.
A plataforma não funciona como um simples chat de IA. Ela cruza dados de relógios como Garmin, Amazfit e Strava, compara treinos planejados com executados e ajusta a carga de treinamento em tempo real, emitindo feedback automático quando necessário.
A Zyla planeja ampliar o ecossistema com desafios dentro do aplicativo, envolvendo prêmios e uma participação maior da comunidade. Parcerias com marcas de bem-estar, vestuário e eventos têm potencial para ampliar a base de usuários e oportunidades de patrocínio.
O objetivo é manter a personalização escalável sem comprometer a confiabilidade. A empresa mantém uma política de contratação controlada e já atingiu o break-even em cinco meses, sustentada por uma abordagem de negócios conservadora e foco na qualidade do serviço.
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