- Antes da reforma de 1990, Interlagos tinha 7,9 km de extensão; após a remodelação, ficou com 4,3 km.
- A curva mais famosa, o S do Senna, surgiu na mudança e ganhou esse nome por ter sido desenhada por Ayrton Senna para melhorar a transmissão/ultrapassagens.
- Originalmente o trecho poderia homenagear Chico Landi, pioneiro brasileiro na F1, mas o S do Senna acabou permanecendo como referência.
- Nomes folclóricos de curvas incluem o Laranjinha (curva cega que pegava pilotos inexperientes), o Pinheirinho (com referência a uma árvore) e o Bico de Pato (curva de baixa velocidade, com formato do bico).
- A Junção, hoje crucial, virou uma frenagem forte em ângulo reto; o trecho final era a Curva do Café, que recebeu esse nome por haver um pé de café no local, antes da chegada a mais de 300 km/h.
O Autódromo de Interlagos, em São Paulo, é conhecido por nomes curiosos de curvas como Laranjinha, Bico de Pato e S do Senna. A origem dessas designações está ligada a mudanças estruturais ocorridas no circuito e à trajetória da Fórmula 1 no Brasil.
Antes da reforma, Interlagos tinha 7,9 km de extensão. Em 1990, o traçado foi reduzido a 4,3 km, para melhorar segurança e a transmissão televisiva. A redução tornou o traçado mais compacto e ganhou maior visibilidade para o público.
Origens e nomes das curvas
O S do Senna surgiu durante a reformulação, em meio à disputa entre São Paulo e Rio pela posse do GP do Brasil. Ayrton Senna participou ativamente do redesenho, apontando trajetórias que valorizavam suas qualidades de piloto.
Roberto Manzini, instrutor de pilotagem, explica que Senna desenhou a curva para criar uma passagem que exigisse técnica e oferecesse boa oportunidade de ultrapassagem. O trecho foi batizado, em parte, pela influência do tricampeão.
A ideia original era homenagear Chico Landi, pioneiro da F1 brasileira. No entanto, o desempenho de Senna consolidou o traçado com o seu sobrenome, eternizando o famoso S.
Logo abaixo do S do Senna ficam a Curva do Sol, batizada pela luz do entardecer, e a sequência que leva ao miolo histórico do circuito. Ali residem as origens mais folclóricas.
Outras curvas ganharam apelidos: Laranjinha, por ser uma passagem difícil para iniciantes; Pinheirinho, com referência a uma árvore de marcação na visão do piloto; e Bico de Pato, pela forma da curva de baixa velocidade.
A Junção fecha a volta rápida e, reformulada, tornou-se o ponto mais decisivo da pista. A frenagem forte e o ângulo reto exigem tração precisa para sair bem em direção à subida dos boxes.
O trajeto final passava pela Curva do Café, cujo nome remete a um pé de café antigo no local. Hoje, a linha de chegada fica após esse trecho, a mais de 300 km/h, no circuito mais famoso da América do Sul.
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