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Exercícios ajudam na gestão da escoliose com o movimento como aliado

Movimento orientado e fisioterapia específica para escoliose ajudam a manter a prática de exercícios com segurança, fortalecendo tronco e mobilidade

Revista Malu
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  • Junho Verde destaca a conscientização sobre a escoliose e a importância do movimento para quem tem a condição.
  • A escoliose é uma deformidade tridimensional da coluna, que pode envolver rotação das vértebras e assimetria no tronco. Em radiografias, curva lateral maior que dez graus costuma indicar o diagnóstico.
  • A forma mais comum é a escoliose idiopática do adolescente, Diagnosticada entre dez e quinze anos; carregar mochila pesada não é a causa da escoliose.
  • Exercícios gerais não reverterão uma escoliose estrutural, mas ajudam em força, condicionamento, mobilidade, dor, autoestima e função; o tratamento específico pode exigir fisioterapia (Exercícios Fisioterapêuticos Específicos para Escoliose, PSSE).
  • A recomendação é manter a atividade física, com orientação individualizada conforme o tipo e a gravidade da curva; em crianças e adolescentes em crescimento, é essencial avaliação com especialista e fisioterapeuta treinado em escoliose.

Exercícios e escoliose: como o movimento pode ser um grande aliado. Junho Verde traz a mobilização sobre a escoliose, tema relevante para quem pratica corrida, musculação ou atividades físicas. Especialistas destacam que pessoas com essa condição podem treinar com segurança, desde que haja orientação adequada e cuidados específicos.

A escoliose não é apenas uma má postura. Trata-se de uma deformidade tridimensional da coluna, que pode incluir rotação das vértebras e assimetrias no tronco. O diagnóstico costuma ocorrer quando a curvatura lateral ultrapassa 10 graus em radiografia. A forma mais comum é a idiopática do adolescente, entre 10 e 15 anos.

A evolução da condição pode ocorrer sem sintomas intensos no início. Sinais como ombros desiguais, roupas tortas no corpo ou assimetria na cintura devem ser observados. O peso extra não transforma uma curvatura em escoliose real, mas pode provocar dor muscular e desconforto.

Não reverte, mas auxilia

O movimento não cura a escoliose estrutural, mas melhora força, condicionamento, mobilidade, dor, autoestima e função. A fisioterapia especializada, conhecida como PSSE, atua na curva da escoliose de forma específica. O exercício físico, nessa visão, não afasta a atividade não precisa ser interrompida.

Manter a prática de atividades físicas costuma ser benéfico. Esporte, musculação, natação, pilates ou alongamento ajudam a manter o corpo saudável, sem, contudo, substituir o tratamento orientado quando indicado pelo médico.

Quais exercícios incluir na rotina?

A indicação é individualizada, pois cada curva, idade e potencial de progressão exigem planos específicos. Em linhas gerais, o fortalecimento do core e a estabilização do tronco ajudam a sustentar a coluna. Prancha e ponte são exemplos que criam um cinturão de força ao redor do tronco.

Treinamento da musculatura dorsal e dos quadris também é essencial. Remadas fortalecem o dorso, enquanto glúteos e membros inferiores ajudam a equilibrar forças na pelve e no tronco. Mobilidade torácica, alongamentos e atividades cardiovasculares leves reduzem rigidez e preservam articulações.

Cuidados e acompanhamento

Como orientação final, é fundamental buscar avaliação com especialista e fisioterapeuta treinado em escoliose, especialmente para crianças e adolescentes com curvas moderadas ou progressivas. Exercícios gerais ajudam a saúde global, mas não substituem o tratamento indicado.

Com orientação correta, a prática de atividades físicas funciona como rede de proteção. Fortalecer o corpo, manter a mobilidade e ter acompanhamento profissional qualificado ajudam a manter a vida ativa, saudável e sem limitações a longo prazo.

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