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Alejo Muniz encerra carreira na elite do surfe, em paz com sua história

Aos 36 anos, Alejo Muniz encerra a carreira no Circuito Mundial em Saquarema, o atleta mais velho do CT, deixando legado de superação

Aos 36 anos, Alejo Muniz despediu-se do Circuito Mundial na Praia de Itaúna, em Saquarema
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  • Alejo Muniz, aos 36 anos, aposentou-se do Circuito Mundial na Praia de Itaúna, Saquarema, durante o Vivo Rio Pro, encerrando a sua última temporada no CT.
  • O surfista, argentino que escolheu defender o Brasil, entrou no CT em 2011, saiu em 2017 e retornou em 2025; perdeu no round 2 para Ethan Ewing por 12,66 a 10,30 em 19 de junho de 2026.
  • Participou da conquista mundial de Gabriel Medina em 2014, ao eliminar Kelly Slater e Mick Fanning em Pipeline, contribuindo para o título do brasileiro.
  • Muniz disse que a maior saudade será viajar com os amigos do CT, que são como família para ele.
  • A decisão de encerrar veio no meio de 2025, após um ano de pressão, com apoio da esposa e do time; ele admite que poderia ter tido mais paciência na carreira.

Aos 36 anos, Alejo Muniz encerrou sua trajetória no Circuito Mundial de surfe durante o Vivo Rio Pro, na Praia de Itaúna, em Saquarema. O anúncio de 2026 como última temporada foi confirmado no início do ano, e na sexta-feira, 19, ele foi eliminado no round 2 por Ethan Ewing, encerrando efetivamente sua carreira na elite.

Muniz é argentino de nascimento que escolheu defender o Brasil, país para onde se mudou ainda criança. Ele estreou no CT em 2011, permaneceu por cinco temporadas, viu a posição na elite ser perdida em 2017 e atravessou períodos de lesões e cirurgias no joelho antes de retornar ao mais alto nível em 2025.

Na despedida da primeira prateleira do surf, Muniz destacou que manter a vida pessoal em equilíbrio foi decisivo para a decisão de parar. O veterano enfatizou a importância de apoiar a família e o time, entendendo que o momento era o adequado para encerrar a carreira no maior circuito.

Entre os momentos marcantes, o atleta apontou a vitória em Newcastle como um ponto alto, dedicando a conquista a Ricardinho, amigo próximo que faleceu em 2015. Outro marco foi a participação de Medina no título mundial, quando Muniz contribuiu ao eliminar Mick Fanning e Kelly Slater em Pipeline.

Ao longo da entrevista, Alejo relembrou ainda a sensação de viajar com a mesma turma desde os 12 anos, reconhecendo a relação de amizade que se tornou família. A rotina de treinos, a disciplina e a busca por paciência foram citadas como fatores que, se aprimorados, poderiam ter aberto outros caminhos na carreira.

Trajetória e legado

A aposentadoria marca o fim de uma passagem que começou na década passada, com atuação constante em etapas do Circuito Mundial e participação no Qualifying Series. Muniz se tornou referência ao demonstrar resiliência diante de lesões e reviravoltas.

Desfecho em Saquarema

A decisão foi oficializada no cenário do CT, com o desfecho registrado na Praia de Itaúna, mantendo a cidade como palco simbólico para o encerramento da carreira. A comunidade brasileira do surfe acompanhou o desfecho do atleta, que encerra o caminho de muitos anos entre as maiores ondas.

Nota sobre Ricardinho

O texto inclui uma menção ao falecimento de Ricardinho, amigo próximo de Muniz, ocorrido em 2015, fato que compõe parte do significado da carreira para o surfista. A referência serve para entender o contexto emocional de momentos marcantes na trajetória.

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