Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Regulamento de 2030 do WEC ameaça futuro da Toyota na categoria

Toyota avalia continuidade no WEC em 2030 diante de regras que padronizam tração traseira e dificultam projeto a hidrogênio, com decisão até fim do ano

Photo
0:00
Carregando...
0:00
  • A Toyota informou que sua continuidade no Campeonato Mundial de Endurance a partir de 2030 pode ficar em xeque caso as novas diretrizes técnicas entrem em vigor, com padronização para tração traseira.
  • A proposta conjunta da FIA, ACO e IMSA mira unificar os regulamentos LMH e LMDh, banindo os sistemas híbridos dianteiros usados pela Toyota e tornando obrigatórios híbridos no eixo traseiro.
  • O diretor global de automobilismo Masaya Kaji disse que a mudança seria um retrocesso tecnológico e exigiria recomeçar o desenvolvimento do zero, o que a montadora não encara com facilidade.
  • A Toyota busca desenvolver um carro movido a hidrogênio para 2030, mas a eficiência energética dependeria, principalmente, de um sistema híbrido dianteiro, o que complica a transição para tração traseira.
  • A decisão final deve sair até o fim deste ano; a empresa considera a possibilidade de fornecer motores a outras equipes para fortalecer o ecossistema, enquanto a FIA analisa a Equivalência de Tecnologia para igualar carros de hidrogênio aos convencionais.

A continuidade da Toyota no Campeonato Mundial de Endurance da FIA pode depender das novas diretrizes técnicas anunciadas para 2030. A fabricante japonesa questiona a viabilidade de manter a atual solução híbrida de tração integral caso haja unificação entre LMH e LMDh.

Masaya Kaji, principal porta-voz da marca, disse que a mudança para uma tração traseira obrigatória representaria um retrocesso tecnológico e atrasaria o desenvolvimento da equipe. A Toyota aguarda um diálogo mais detalhado antes de qualquer definição.

O regulamento proposto reúne FIA, ACO e IMSA para alinhar as categorias, banindo o sistema híbrido dianteiro e impondo motores com tração traseira. A ideia é padronizar a arquitetura entre os protótipos, o que afeta diretamente a estratégia da Toyota.

Conflito regulatório

Kaji aponta que a transição exigiria recomeçar o desenvolvimento do Hypercar, o que seria financeiramente oneroso e logisticamente complexo para a equipe. A montadora também pretende manter um projeto de hidrogênio para 2030, o que depende de eficiência energética associada a um sistema híbrido dianteiro.

O executivo destacou que, para sustentar a mobilidade com hidrogênio, é essencial manter a eficiência energética proporcionada pelo híbrido frontal. A mudança para tração traseira seria incompatível com os planos de energia da Toyota.

Hidrogênio, custo e ecossistema

A Toyota avalia a possibilidade de ser a única fabricante a apostar no hidrogênio, chegando a considerar fornecer motores para outras equipes para fortalecer o ecossistema. Ainda assim, surge a dúvida sobre o equilíbrio competitivo do grid diante da unificação tecnológica.

A FIA planeja usar uma Equivalência de Tecnologia para equiparar carros de hidrogênio aos convencionais. Kaji, porém, questiona a eficácia dessa medida diante da suposta padronização de tração.

Prazos e próximos passos

A decisão final deve sair até o fim deste ano, momento crucial para iniciar trabalhos de 2027. A Toyota busca estabilidade para escolher entre manter o foco no hidrogênio ou adaptar-se ao novo formato técnico do campeonato.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais