- Em fevereiro, equipamentos da Fórmula 1 deixados no Bahrein ficaram presos por quatro meses devido à instabilidade na região.
- O conflito entre EUA, Israel e Irã atingiu o Bahrein, Arábia Saudita, Qatar e Emirados Árabes Unidos, dificultando a recuperação dos carregamentos.
- Seguradoras reduziram coberturas para viagens na região, inviabilizando o envio de equipes para recuperar o material e cancelar planos de provas.
- O governo britânico atualizou o status dos países do Oriente Médio, influenciando as apólices; Suíça e Itália recomendam evitar viagens não essenciais.
- Sem solução, é incerta a realização das corridas no Qatar e em Abu Dhabi; pneus da Pirelli já venceram; para validar contratos de TV a Fórmula 1 pode precisar de vinte e um GPs.
Na segunda quinzena de fevereiro, as equipes da Fórmula 1 encerraram as atividades no circuito do Bahrein. Quatro meses depois, o material ficou sem destinação definida, sem que houvesse recuperação por parte das equipes.
A origem do impasse está ligada ao agravamento de tensões no Oriente Médio após ataques entre EUA, Israel e Irã em 28 de fevereiro. Bahrein, Arábia Saudita, Qatar e Emirados Árabes Unidos permanecem no centro dessas consequências para a temporada.
Com a normalização interrompida, as equipes não conseguiram retornar aos seus equipamentos do teste no Bahrein e da Arábia Saudita. O fluxo de trabalho ficou travado e o retorno para as corridas de abril ficou inviabilizado.
Impactos logísticos e seguradores
As seguradoras reduziram a cobertura para viagens à região, inviabilizando envio de equipes para recuperar itens. A situação afeta planos de realizar uma das duas corridas de abril, no Bahrein ou na Arábia Saudita, para setembro, entre Azerbaijão e Singapura.
Além disso, as estruturas de apoio enfrentam entraves: o carregamento marítimo para o GP de Singapura depende de condições que ainda não foram definidas. A decisão envolve a Liberty Media, responsável pelos direitos comerciais da F1, e impacto nos contratos de transmissão.
Situação atual e consequências
Os pneus da Pirelli deixados no Bahrein já venceram, impossibilitando seu uso. Se a instabilidade persistir, é improvável que o Qatar e Abu Dhabi recebam corridas neste ano, pois as seguradoras não cobririam riscos adequados.
Para validar o calendário, a F1 precisaria de 21 corridas; o original previa 24. Caso as provas do Oriente Médio não ocorram, fica a expectativa de reposição de ao menos uma etapa para compor o segundo semestre. As equipes aguardam posição oficial até julho.
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