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McLaren não usará nova asa traseira rotativa na Áustria

McLaren adia uso da asa traseira rotativa na Áustria; desenvolvimento continua e confiabilidade ainda é questionada, com estreia prevista após o GP da Bélgica

Foto: Divulgação / F1
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  • A McLaren adiou a estreia da asa traseira rotativa no GP da Áustria para depois do GP da Grã-Bretanha, por falta de confiança no estágio atual de desenvolvimento.
  • O design, apelidado de “Macarena”, é inspirado no sistema da Ferrari e testaria o flap inteiro em vez de apenas movê-lo, com Norris a bordo em Spielberg, mas ainda precisa de ajustes.
  • O diretor técnico Neil Houldey disse que houve muito trabalho de laboratório e que, mesmo com a montagem pronta, não havia confiança suficiente para usar a asa na primeira sessão de treinos.
  • A equipe considera que a asa pode reduzir o arrasto, mas o projeto requer desenvolvimento para garantir confiabilidade em corrida e compreender seu impacto no downforce e no comportamento do carro nas curvas.
  • Lando Norris elogiou a evolução da equipe, mas ressaltou que o conceito é complexo; devido ao cronograma e a fatores como o formato sprint do GP da Grã-Bretanha, a estreia deve ocorrer no GP da Bélgica.

A McLaren adiou a estreia da sua nova asa traseira rotativa no GP da Áustria. A equipe planejava testar o pacote no Red Bull Ring, mas decidiu postergar após o GP da Grã-Bretanha, mantendo o foco no desenvolvimento do sistema. A decisão foi comunicada pela equipe e confirmada pela imprensa especializada.

O desenho da asa, apelidada de Macarena, é inspirado pela Ferrari e utiliza um atuador que move o flap superior ao acionar o Modo Reta. Diferente do DRS tradicional, o flap inteiro gira. Um conceito semelhante já surgiu na Red Bull em fases anteriores.

Neil Houldey, diretor técnico da McLaren, afirmou que houve intenso trabalho de laboratório e que, mesmo com o material pronto, ajustes finais eram necessários. A montagem foi aprovada, mas o desempenho não atendeu às expectativas para a primeira sessão de treinos.

A expectativa era que a nova asa reduzisse o arrasto de forma superior, mas o sistema ainda demanda confiabilidade para uso em corrida. O efeito na transição aerodinâmica, no downforce e na carga dos pneus, também é objeto de estudo da equipe.

Lando Norris elogiou o empenho da equipe no desenvolvimento, reconhecendo a complexidade do conceito. O piloto citou a inovação da Ferrari como exemplo de avanço técnico, lembrando que a McLaren gostaria de ter tido o recurso antes.

Antes da temporada, Rob Marshall indicou que as primeiras corridas serviriam para entender o comportamento do carro e observar rivais. A suspensão de alguns GPs e os ajustes no calendário permitiram tempo extra para o desenvolvimento técnico.

Nesse contexto, a McLaren avalia se o potencial de ganho compensa o investimento e o tempo de pista. A posição no campeonato de construtores, atrás de Mercedes e Ferrari, também influencia a estratégia de teste e lançamento.

Em meio a ajustes, um vazamento hidráulico atrasou a ida de Norris à pista na Áustria, reforçando a necessidade de otimizar os treinos livres. Como o GP da Grã-Bretanha foi sprint, a estreia da asa pode ocorrer apenas no GP da Bélgica.

Fontes próximas ao clube técnico indicam que a decisão de adiar a estreia mantém o foco em um desenvolvimento sólido, com mais dados antes de qualquer pista. A McLaren não confirmou nova data, mantendo o planejamento de testes para fases seguintes.

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