- Crescem as lesões entre jovens atletas, impulsionadas pela alta adesão à prática esportiva durante a Copa do Mundo FIFA 2026 e a temporada de maratonas no Brasil.
- Estima-se que aproximadamente sessenta por cento dos adolescentes atletas apresentem pelo menos uma lesão em períodos de acompanhamento, com maior parte ocorrendo em membros inferiores.
- Os principais fatores são progressão inadequada de volume e intensidade de treino, recuperação insuficiente e falta de supervisão adequada ao iniciar atividades.
- O joelho é o principal ponto de ataque, respondendo por quase trinta por cento das ocorrências; futebol é a modalidade com mais registros de lesões.
- Sinais de alerta incluem dor persistente, piora, inchaço ou limitação de movimento; busca por avaliação médica especializada em esporte ajuda a evitar lesões por sobrecarga e facilita retorno seguro às atividades.
A prática esportiva entre jovens está em alta no Brasil, com a Copa do Mundo FIFA 2026 e o auge das maratonas previstas para junho e julho em cidades como Praia Grande (SP), Campo Grande (MS) e Porto Alegre (RS). O aumento de adesão acompanha um crescimento de lesões entre atletas jovens. Estudos indicam que 30% a 60% podem ter pelo menos uma lesão em períodos de acompanhamento.
Especialistas apontam que o problema não é a atividade física, mas a forma de condução dos treinos. Adaptações neurais surgem mais rápido que as estruturais, exigindo progressão gradual para prevenir lesões por sobrecarga. Sem supervisão, o risco se eleva.
Volume de treino e fatores de risco
Dados do British Journal of Sports Medicine mostram que sobrepeso aumenta em até 34% o risco de lesões em adolescentes. Mais horas semanais de treino elevam afastamentos e dores articulares, com cerca de 68,7% das lesões em membros inferiores e quase 30% no joelho.
Onde o problema se manifesta
Futebol é a modalidade com maior registro de lesões por impacto repetido. Além das entorses, crescem quadros de sobrecarga por microtraumas que não se recuperam entre sessões. Supervisão adequada ajuda a evitar esse cenário.
Sinais de alerta e apoio profissional
Para Selênio Campos Filho, médico da Confederação Brasileira de Vôlei, dor persistente indica recuperação inadequada. Clinicamente, é possível ajustar treino para reduzir risco de recorrência. Retorno seguro depende de avaliação especializada.
Recuperação e uso do tempo de descanso
Sono irregular, alimentação deficiente e pouco descanso agravam a recuperação. Falta de recuperação afeta síntese proteica, hormônios e reparo tecidual, aumentando a fadiga e o risco de novas cargas.
Quando buscar orientação
Dor que persiste, inchaço ou piora do movimento devem levar a avaliação médica. Profissionais de medicina do esporte ajudam a identificar a origem do problema e orientar ajustes no treino.
Estratégias de prevenção
Progressão gradual da carga, recuperação adequada e acompanhamento profissional são determinantes para reduzir lesões. O foco está na adaptação fisiológica contínua, evitando aumentos rápidos sem preparação corporal.
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