- O Tour de France de 2026, com início em barcelona, pode ter etapas canceladas por causa de uma onda de calor de até 44°C na França e na Espanha.
- O diretor técnico Thierry Gouvenou diz que o tema está muito presente e que, desta vez, é pior por causa do que já aconteceu em maio e junho.
- A segunda etapa, de 168 quilômetros entre Tarragona e Barcelona, pode ocorrer já neste domingo, com o calor afetando o pelotão.
- Médicos alertam para risco de insolação e destacam medidas de apoio, como alimentação, hidratação extra e bebidas frias para os ciclistas.
- A organização lembra que mais de 28 mil profissionais de segurança e apoio estão mobilizados, dificultando mudanças rápidas na programação para evitar o calor.
O Tour de France 2026, que começa em Barcelona neste sábado, encara novas previsões de calor extremo na Europa. A possibilidade de cancelamento de etapas é considerada diante de temperaturas de até 44°C em partes da França e Espanha.
Thierry Gouvenou, diretor técnico da prova, afirmou que o tema está no radar da organização. Ele destacou que, embora o Tour já tenha sido desafiado por diversas situações, o calor extremo é um problema sem precedentes recentes.
A etapa dois, com 168 quilômetros entre Tarragona e Barcelona, pode ser afetada pela massa de ar quente prevista para o fim de semana que se aproxima. A contingência envolve riscos diretos ao pelotão.
O calor já impactou provas recentes, como o Tour de Suisse, onde a líder Elisa Longo Borghini sofreu insolação. Médicos ressaltam que o calor extremo pode comprometer a regulação da temperatura cerebral e a função cardíaca.
Medidas de segurança são discutidas, incluindo maior fornecimento de água, alimentação e bebidas frias, além de possível ajuste de horários. No entanto, Gouvenou ressaltou que mudanças rápidas são complexas.
Uma opção estudada é adiantar o início das etapas, mas a agenda global impõe padrões de transmissão que limitam alterações. Riders também defenderam partidas mais cedo para evitar calor intenso.
O Tour depende de um aparato de apoio de grande escala, com mais de 28 mil profissionais mobilizados, entre policiais, serviços de emergência e gendarmes. Segundo o diretor da prova, mudanças de última hora não seriam suficientes.
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