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Sensor vestível monitora fadiga muscular em atletas

Sensor vestível de baixo custo mede fadiga muscular por lactato no suor, premiado no Eseac 2026 em Lisboa

Equipamento pode beneficiar atletas, treinadores, profissionais da medicina esportiva; na imagem, jogadora de vôlei
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  • Pesquisadores da UFSCar desenvolveram um sensor eletroquímico vestível de baixo custo para monitorar biomarcadores relacionados ao desempenho esportivo de forma não invasiva.
  • O estudo avaliou o uso de um novo material condutor em dispositivos flexíveis para monitorar lactato no suor humano, indicador de fadiga, intensidade do exercício e recuperação física.
  • A leitura do lactato no suor envolve a produção de água oxigenada ao contato com o sensor, o que permite detectar os níveis de fadiga muscular.
  • O trabalho recebeu o Best Poster Prize no 20th International Conference on Electroanalysis (Eseac 2026), em Lisboa, premiado pela revista Analytical and Bioanalytical Chemistry.
  • A pesquisadora Rafaela Cristina de Freitas, orientada por Bruno Campos Janegitz, destaca a combinação de flexibilidade, baixo custo e aplicação prática, com perspectiva de sensores na pele para uso em tempo real.

A equipe da UFSCar desenvolveu um sensor eletroquímico vestível de baixo custo capaz de monitorar marcadores relacionados ao desempenho esportivo de forma não invasiva. O estudo avaliou o uso de um novo material condutor em dispositivos flexíveis para detectar lactato no suor.

O lactato é um indicador fisiológico ligado à fadiga muscular, intensidade de treino e recuperação. A medição atual costuma exigir coleta de sangue, o que o sensor busca evitar por meio de uma abordagem não invasiva.

Durante os testes, o equipamento foi utilizado inicialmente para detectar peróxido de hidrogênio, evidenciando que o lactato presente no suor reage no dispositivo para revelar níveis de fadiga. O foco é medir em tempo real.

O trabalho foi conduzido por Rafaela Cristina de Freitas, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ciência dos Materiais da UFSCar, campus Sorocaba, com bolsa da Fapesp, orientada pelo professor Bruno Campos Janegitz. A pesquisa integra o Laboratório de Sensores, Nanomedicina e Materiais Nanoestruturados, em Araras.

Segundo Janegitz, a inovação reside na combinação de flexibilidade, baixo custo e potencial aplicado. O estudo indica que sensores vestíveis podem ser produzidos com materiais acessíveis, mantendo qualidade analítica. A perspectiva é integração direta à pele.

Prêmio

O trabalho recebeu o Best Poster Prize no 20th International Conference on Electroanalysis (Eseac 2026), de 7 a 11 de junho, em Lisboa, Portugal. O evento é reconhecido mundialmente nas áreas de eletroquímica, sensores e dispositivos vestíveis.

O prêmio foi concedido pela Analytical and Bioanalytical Chemistry, da editora Springer, uma das principais publicações da área. A divulgação original foi feita pela Agência Fapesp em 29 de junho de 2026.

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