- A edição de 2025 da Maratona do Rio teve 66.437 inscritos e 57.932 concluentes, com 75% dos participantes vindos de fora do município do Rio de Janeiro.
- A Dream Factory, organizadora, quer tornar a prova um marco internacional e mirar o grupo das World Marathon Majors, que inclui oito provas, com Cidade do Cabo sendo a mais recente adicionada.
- Pela primeira vez na América do Sul, a World Marathon Majors esteve no Rio em uma visita técnica, como parte de uma preparação para avaliar a candidatura da prova. A organização ressalta que a visita não é uma candidatura formal.
- O objetivo pode exigir ajustes na estrutura do evento, com avaliação de redistribuição de provas ao longo do fim de semana para preservar a maratona completa, o principal foco para o status de Major. A avaliação segue um trâmite de três anos, caso haja convite.
- Hoje, corredores estrangeiros representam cerca de 8% dos participantes, com Argentina e Chile entre as principais origens; o mercado norte-americano é visto como o maior potencial de crescimento. A premiação atual para os vencedores é de US$ 270 mil.
A Maratona do Rio 2025 foi considerada, pelos organizadores, a mais bem-sucedida desde a retomada da prova em 2003. Foram 66.437 inscritos e 57.932 concluinte ao longo de quatro dias, com 75% dos participantes vindos de fora do município do Rio de Janeiro. A Dream Factory busca transformar o evento em referência internacional.
A meta de longo prazo é integrar o grupo das World Marathon Majors, que hoje reúne oito provas, incluindo Tóquio, Boston, Londres, Berlim, Chicago, Nova York, Sydney e Cidade do Cabo. A organização planeja ações para ampliar a presença global e pleitear status de Major.
Visita da World Marathon Majors e sinais de interesse
Em 2024, pela primeira vez na América do Sul, a equipe da World Marathon Majors visitou uma prova da região, empreendendo conhecimento direto sobre o Rio. A iniciativa é interpretada pela Dream Factory como demonstração de interesse, ainda que sem candidatura formal.
A CEO da World Marathon Majors, Dawna Stone, descreveu a visita como parceria para aprendizado, coincidindo com o anúncio da Cidade do Cabo como nova Major. A comitiva não confirmou iminente candidatura do Rio, reiterando que a cidade “não é candidata ainda”.
Planejamento estratégico da Dream Factory
“É hora de remarmos essa onda favorável e construir um plano de ação”, afirma Duda Magalhães, presidente da Dream Factory. A entidade pretende conversar com organizadores e outras maratonas para inserir o Rio no circuito global.
Este ano, o Rio participou de feiras internacionais e planeja atuação contínua em eventos de Nova York, Berlim e Boston para divulgar a prova em mercados emissores. A internacionalização visa atrair mais corredores estrangeiros.
Dados atuais e estratégias de crescimento
A maratona brasileira já elevou a premiação para 270 mil dólares, a maior da América Latina, buscando atrair atletas de elite e ampliar a competitividade. Em 2025, a participação estrangeira chegou a 8%, com Argentina e Chile entre as origens.
A prova completa teve 14.260 concluentes neste edição, enquanto as distâncias de 5 km, 10 km e 21 km operam perto da capacidade. A Dream Factory avalia que há espaço para aumentar o volume da maratona principal, amplificando o festival.
Desafios operacionais e possibilidades futuras
Caso haja interesse de se tornar Major, ajustes estruturais podem ser necessários. A Maratona do Rio hoje ocorre em quatro dias consecutivos com eventos de diferentes distâncias, o que pode exigir redistribuição para dedicar mais atenção à maratona completa.
Entre as opções em estudo está deslocar parte das provas para o fim de semana anterior, mantendo o conceito de festival. A ideia é ampliar o alcance internacional sem reduzir a experiência ao público.
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