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O fenômeno padel: conheça o esporte que está conquistando o mundo e transformando o mercado esportivo

Modalidade criada no México há cerca de 60 anos ganha espaço entre atletas, clubes e celebridades

Foto: Reprodução

Já imaginou um esporte que mistura beach tênis, squash e tênis? Esse é o padel. Criado no México há cerca de 60 anos, o esporte se popularizou rapidamente na Europa e, desde o final dos anos 90, no Brasil. Com dinâmica semelhante à do tênis, porém, regras mais simples, o padel atrai praticantes de todas […]

Já imaginou um esporte que mistura beach tênis, squash e tênis? Esse é o padel. Criado no México há cerca de 60 anos, o esporte se popularizou rapidamente na Europa e, desde o final dos anos 90, no Brasil. Com dinâmica semelhante à do tênis, porém, regras mais simples, o padel atrai praticantes de todas as idades.

De acordo com a Padel Magazine, mais de 30 milhões de pessoas praticam o esporte no mundo. Em países como Espanha e Argentina, o padel já é o segundo esporte mais praticado, ficando atrás apenas do futebol.

O jogo é semelhante ao tênis. São duas duplas, utilizando raquetes e a mesma bola. A principal diferença está na quadra, que é menor, com aproximadamente 20 metros de comprimento por 10 de largura, feita de grama sintética e cercada por paredes de acrílico nos quatro lados. Essas paredes são o grande diferencial da modalidade, já que fazem parte do jogo e mantêm a bola em disputa, tornando as partidas mais dinâmicas e estratégicas.

Padel no Brasil

O padel brasileiro tem um endereço bem definido: a região Sul. O estado de Santa Catarina e o Paraná concentram cerca de 90% das quadras e dos praticantes do país. O esporte se integrou tanto à rotina local que cidades com menos de 50 mil habitantes chegam a ter 20 quadras, algo próximo a São Paulo, que algo em torno de 25. .

Esse enraizamento regional não se reflete apenas em infraestrutura, mas também na formação de talentos. Foi justamente nesse ambiente de clubes ativos e competição constante que surgiram os principais nomes do pádel brasileiro. O maior deles é Pablo Lima. Ex-número 1 do mundo, o gaúcho construiu uma das carreiras mais vitoriosas da história da modalidade, com títulos no antigo World Padel Tour e um domínio prolongado do circuito internacional ao lado de Fernando Belasteguín. Seu sucesso transformou o padel brasileiro em referência e abriu caminho para as gerações seguintes.

Esse caminho hoje é trilhado por outro gaúcho: Lucas Bergamini, o principal brasileiro em atividade no cenário global. Presença constante no Premier Padel, ele acumula finais, pódios e posições de destaque no ranking da FIP, consolidando o Brasil entre as forças competitivas do esporte.

No circuito nacional, o também gaúcho Lucas Cunha simboliza a tradição do padel brasileiro. Com títulos e campanhas regulares nas principais competições do país, já liderou o ranking nacional e é reconhecido pela consistência e pela formação sólida no Sul, berço histórico da modalidade.Além deles, o paranaense André Freitas é um dos nomes de maior destaque do padel no Brasil. Bicampeão mundial e tricampeão pan-americano, ele alia a experiência de alto rendimento ao trabalho de base: atua como professor, promove clínicas e produz conteúdo para difundir regras e fundamentos do esporte. Sua trajetória reflete um movimento cada vez mais relevante no Brasil, atletas que competem, mas também ajudam a estruturar e expandir a modalidade.

Popularidade entre famosos

O crescimento do padel também passa pelo interesse de grandes personalidades do esporte. Neymar, Ronaldo Fenômeno, David Beckham, Cristiano Ronaldo e Lionel Messi são alguns dos praticantes da modalidade.

Outro entusiasta é Nasser Al-Khelaïfi, dono do Paris Saint-Germain, que já organizou torneios no Qatar e tem como objetivo integrar o esporte à estrutura do PSG nos próximos anos. 

A evolução das quadras foi fundamental para tornar o padel mais seguro e atraente. A troca do concreto pelo acrílico e a chegada da grama sintética mudaram o jogo, reduzindo o impacto nos joelhos e o risco de lesões por colisões. 

Essa modernização também facilitou a logística e a expansão do esporte pelo país. Hoje, uma quadra de vidro é montada em apenas dois dias, agilizando a abertura de novas academias e a criação de arenas temporárias para eventos, o que leva a modalidade a novos públicos.

Entre paredes de vidro e arquibancadas cada vez mais cheias, o padel avança como um dos esportes mais promissores da atualidade. A combinação de jogo dinâmico e de caráter social explica por que a modalidade cresce de modo veloz no Brasil e no mundo. Ainda há obstáculos, como o alto custo das quadras e o acesso limitado fora do eixo Sul-Sudeste, mas o movimento já é irreversível. O padel deixou de ser um esporte de nicho para se tornar um novo território de negócios e audiência. Se o ritmo se mantiver, o país pode estar apenas nos primeiros sets de uma história que ocupará espaço definitivo no cenário esportivo nacional.

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