Romano Floriani Mussolini, bisneto do ditador fascista Benito Mussolini, foi emprestado ao Cremonese, clube da Série A italiana. O jogador de 22 anos, que atua como lateral-direito e meia, deseja ser avaliado apenas por seu desempenho em campo, minimizando a relevância de seu sobrenome.
Em coletiva de imprensa, Mussolini afirmou que está “aqui para jogar futebol” e que seu sobrenome “incomoda mais os outros do que a ele”. Ele ressaltou que nunca enfrentou problemas por causa de sua linhagem e que prefere que as pessoas falem dele apenas pelo seu talento. “Quero mostrar o que posso fazer e provar meu valor”, declarou.
Antes de se juntar ao Cremonese, Mussolini teve uma passagem pelo Juve Stabia, onde marcou seu primeiro gol em dezembro. Durante a comemoração, o anúncio de seu nome gerou polêmica, com torcedores fazendo gestos que lembravam saudações fascistas. O clube negou que as ações fossem intencionais, afirmando que os torcedores levantaram os braços em celebração ao time.
Romano, que também é filho da política Alessandra Mussolini, teve uma trajetória nas categorias de base de Roma e Lazio. Ele optou por usar o sobrenome Floriani em sua camisa, seguindo um acordo familiar que permitiu que escolhesse a ordem dos sobrenomes ao atingir a maioridade. A mudança na legislação italiana, que agora garante que crianças recebam os sobrenomes dos pais, foi um fator importante nessa decisão.
Entre na conversa da comunidade