A Duolingo, empresa de educação linguística, anunciou em abril uma estratégia “AI first”, gerando expectativas de demissões. No entanto, cinco meses depois, a companhia não demitiu nenhum funcionário e, ao contrário, aumentou a produtividade de sua equipe. O cofundador e CEO, Luis von Ahn, revelou durante o Fast Company Innovation Festival 2025 que a empresa consegue produzir quatro a cinco vezes mais conteúdo com o mesmo número de colaboradores.
A automação proporcionada pela inteligência artificial tem permitido que os engenheiros da Duolingo desenvolvam aulas de idiomas, matemática, música e xadrez de forma mais ágil. Desde a sua fundação em 2009, a empresa não realizou demissões de funcionários efetivos e, desde abril, aumentou seu quadro de colaboradores. Von Ahn enfatizou que o objetivo não é substituir humanos, mas sim ampliar a produção com uma equipe um pouco maior.
A estratégia da Duolingo parece estar dando frutos. Em agosto, a empresa revisou suas projeções financeiras, prevendo uma receita de até 1,02 bilhão de dólares em 2025, um aumento em relação à estimativa anterior de 996,6 milhões de dólares. Entre os projetos de inteligência artificial da empresa está Lily, um agente que auxilia usuários a praticar conversação por videochamadas.
A abordagem da Duolingo contrasta com a de outras grandes empresas de tecnologia, que têm optado por demissões em meio à adoção de IA. Enquanto empresas como Salesforce e CrowdStrike cortaram postos de trabalho, Von Ahn reafirmou que a meta da Duolingo é aumentar a produtividade, não reduzir a equipe.
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