O Sistema de Sustentabilidade Financeira (SSF) passa a vigorar no Brasil a partir de 2026, com regras voltadas a dívidas, equilíbrio operacional, custo do elenco e endividamento de curto prazo. A CBF apresentou o modelo, comparando práticas de ligas europeias e da Uefa, e destacou um padrão menos intervencionista, chamado de corretivo.
Durante a apresentação, Caio Resende, Diretor Acadêmico da CBF Academy, acompanhou César Grafietti, economista do mercado esportivo, na exposição. A entidade defende que o fair play financeiro padronize exigências e aumente a competitividade no futebol nacional.
A comparação com a Europa aponta semelhanças com a Premier League e a Uefa, enquanto La Liga e Ligue 1 adotam abordagens mais preventivas. O objetivo é alinhar regras financeiras dos clubes brasileiros ao que já é praticado no continente.
Pilares do SSF
O SSF estabelece quatro pilares com regras específicas. O déficit do triênio não pode exceder 30 milhões de reais. Em relação aos salários e encargos, o teto fica em menos de 70% da receita, incluindo direitos de transmissão e aportes.
No item de endividamento de curto prazo, o limite é de 45% da receita relevante. A fórmula considera dívidas líquidas de curto prazo sobre a receita prevista para o período.
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