O acidente com o avião da Chapecoense completa nove anos neste sábado. Alan Ruschel, um dos seis sobreviventes, concedeu entrevista ao Marca para reconstituir a madrugada da tragédia, quando a equipe viajava para a final da Copa Sul-Americana em Medellín. O relato aborda o impacto do choque, a recuperação e os desdobramentos na vida pessoal e esportiva.
A aeronave decolou de Medellín rumo à Colômbia na noite de 28 de novembro de 2016, em direção à cidade de Medellín. A queda, causada pela pane elétrica após ficar sem combustível, vitimou 71 pessoas. Apenas seis sobreviveram, entre eles jogadores, jornalistas e tripulantes.
Ruschel descreveu o momento do impacto e o silêncio que se seguiu, dizendo que não houve pânico, apenas a sensação de que algo grave ocorria. Ele também relembrou a viagem anterior no mesmo avião durante a campanha e a complexidade burocrática que envolvia o uso da aeronave.
Desdobramentos médicos e recuperação
Segundo o capitão, a recuperação foi longa e complexa. O lateral passou por cirurgia após sofrer várias fraturas e teve de lidar com a incerteza sobre sua mobilidade. Médicos que o trataram chegaram a falar em possibilidade de não retornar aos gramados.
O sobrevivente contou ainda relatos de médicos e equipes de resgate, que destacaram a gravidade das lesões. Ele mencionou a sensação de frio e dor durante o atendimento inicial, bem como a surpresa ao tomar conhecimento dos fatos apenas posteriormente.
O acidente interrompeu a participação da Chapecoense na competição e provocou reações internacionais de solidariedade. A diretoria do clube pediu o reconhecimento da equipe como campeã pela Conmebol, diante da derrota na disputa pela taça contra o Atlético Nacional.
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