Depois de perder por 3 a 0 no jogo de ida, o Santos entra em campo nesta quarta-feira (2), às 21h30, na Vila Belmiro, precisando de uma vitória por três gols de diferença para levar a vaga nas semifinais da Copa do Brasil aos pênaltis.
Um triunfo por quatro ou mais garante a classificação direta.
O problema é que o Peixe não vence o Palmeiras com essa margem há quase duas décadas.
Em clássicos paulistas, o Santos não vence Corinthians, São Paulo ou Palmeiras por três gols de diferença desde 2015, quando ganhou do São Paulo por 3×0.
Um tabu que dura desde 2006
A última vez que o Santos bateu o rival por três gols ou mais de diferença foi no dia 3 de setembro de 2006, quando goleou por 5 a 1 na Vila Belmiro, pelo Brasileirão daquele ano.
Luiz Alberto e Wellington Paulista marcaram duas vezes cada, e Jonas fechou a conta. Juninho Paulista descontou para o Palmeiras.
De lá para cá, foram quase 20 anos sem o Peixe repetir a dose contra o maior rival.
Abel quase não perde assim
A missão santista esbarra ainda em outro número. Desde que chegou ao Palmeiras, em outubro de 2020, Abel Ferreira comandou 446 partidas e só perdeu por três gols ou mais de diferença em cinco delas:
- Internacional 3 x 0 Palmeiras, Brasileirão 2022
- Flamengo 3 x 0 Palmeiras, Brasileirão 2023
- Fortaleza 3 x 0 Palmeiras, Brasileirão 2024
- LDU 3 x 0 Palmeiras, Libertadores 2025
- Novo Horizontino 4 x 0 Palmeiras, Campeonato Paulista 2026
Contra o próprio Santos, a vantagem é ainda maior
Especificamente contra o Peixe, o retrospecto de Abel é ainda mais favorável.
Antes do jogo de ida desta Copa do Brasil, o treinador somava 19 jogos contra o Santos, com 13 vitórias, três empates e apenas três derrotas.
Com o 3 a 0 do fim de semana, a conta sobe para 20 jogos, 14 vitórias, três empates e três derrotas.
O Santos só superou o Palmeiras de Abel três vezes: em 2023, pelo Brasileirão, em 2024, na final do Campeonato Paulista, e a última vitória foi no Brasileirão de 2025.
Para reescrever essa história nesta quarta-feira, o Peixe precisa não apenas vencer, mas produzir uma das maiores goleadas da era Abel Ferreira dentro de um confronto que, há 20 anos, não vê o mesmo roteiro se repetir.
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