O Brasileirão vive, desde 2003, uma crise de estabilidade entre técnicos. Com o formato de pontos corridos, demissões passaram a ser parte do planejamento de clubes, não exceção. A repetição de mudanças marcou várias edições da Série A.
O fenômeno é acompanhado de números expressivos: 40 trocas ocorridas em 2003 e 32 em 2015, quando o formato atual já contava com 20 clubes. Ao fim de muitas temporadas, apenas cerca de seis equipes mantêm o mesmo treinador desde o início até o encerramento.
Entre os casos, Abel Ferreira, do Palmeiras, aparece como exceção notável. O treinador tem sido destacado pela continuidade em meio aos ciclos de renovação que afetam o restante do NOTÍCIAS. A postura dele contrasta com o padrão dominante de mudanças frequentes.
A análise aponta que a prática de trocar treinadores ainda está no planejamento de muitos clubes, mesmo com o que há de mais moderno no futebol. Em 2015, apenas o Corinthians terminou a competição com o mesmo técnico que começou, exemplificando o descompasso entre projeto esportivo e resultados.
Longevidade em meio ao ciclo
A cada edição, poucos técnicos atravessam várias temporadas sem interrupção, enquanto a dança de cadeiras persiste como estratégia comum. O resumo histórico inclui recordes de demissões, períodos de maior turbulência e o papel de casos isolados, como o de Abel Ferreira, na construção da narrativa do Brasileirão.
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