O São Paulo encerrou 2025 sob pressão após mais de 70 casos de lesões entre jogadores, resultados aquém do esperado e turbulência política ligada a decisões do nutrólogo Eduardo Rauen envolvendo o medicamento Mounjaro. Os problemas de desempenho e saúde foram o pano de fundo de uma crise que ganhou novas versões em 2026.
A crise interna teria se intensificado após decisões de Rauen, que teria prescrito Mounjaro a dois atletas sem comunicar outros integrantes do departamento médico, gerando desconforto e racha entre profissionais da saúde do clube.
Rauen afirmou que a conduta seguiu diretrizes médicas, com uso do medicamento em atletas com IMC acima de 27,5 e queixas articulares, sob monitoramento. Alega ainda que houve redução de peso e melhoria na composição corporal.
Segundo apuração de fontes, o fornecedor indicado entregava a medicação com embalagem e bula em inglês, sugerindo que o produto não foi adquirido no Brasil. Relatos internos apontam ambiente insustentável e falhas na comunicação.
A CNN Brasil procurou Eduardo Rauen sem sucesso até o momento para uma resposta. O caso expõe a crise interna que envolve o departamento médico e a gestão do elenco técnico.
Reestruturação em 2026
Diante do quadro, o São Paulo iniciou ampla reformulação para 2026, com demissão de quatro profissionais da área de saúde. A equipe técnica, liderada por Hernán Crespo, também promoveu mudanças no plantel, com saída de jogadores importantes. Entre os nomes citados estão Calleri, Lucas Moura, André Silva, Arboleda, Alan Franco, Enzo Díaz, Marcos Antônio e Ryan Francisco.
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