Milene Dominggues, pioneira da profissionalização do futebol feminino no Brasil, relembra os obstáculos enfrentados na década de 1990. Conhecida como a Rainha das Embaixadinhas, ela detinha o recorde de 55.197 embaixadinhas em nove horas e seis minutos, marcando a trajetória de mulheres no esporte.
A embaixadora do time feminino do Corinthians conta que o preconceito era frequente para quem se destacava no futebol, considerado território masculino. Mesmo em relação com Ronaldo, a orientação sexual de Milene era questionada apenas por atuar com a bola, segundo a própria entrevista.
Ela enfatiza que, naquela época, havia poucas oportunidades para viver apenas do futebol. Milene aposentou-se em 2009 e destaca que, somente em 2020, as jogadoras passaram a ter carteira assinada. Hoje, a prática é mais estruturada e remunerada para as atletas.
Milene também comenta o orgulho pelo filho Ronald, que lidera projetos beneficentes do pai Ronaldo, incluindo o apoio a atletas do futebol feminino. Ela vê nos filhos valores de empatia e responsabilidade social que pretendem levar adiante.
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