O Flamengo confirmou o encerramento das atividades de canoagem no clube, incluindo o remo paralímpico. A decisão, anunciada pelo presidente Luiz Eduardo Baptista, Bonfim conhecido como Bap, resulta do fechamento de toda a modalidade. Entre os atingidos está o campeão olímpico Isaquias Queiroz.
A direção rubro-negra explicou que a mudança faz parte de uma nova diretriz estratégica. A meta é unir excelência competitiva a investimentos em talentos dentro de estruturas permanentes, modelo que, segundo a gestão, ficou inviável com o atual elenco da canoagem.
Além da canoagem, o Flamengo encerrou o remo paralímpico, fechando a única frente de esportes adaptados da instituição. Entre os desligados estão Isaquias Queiroz, Gabriel Assunção, Mateus dos Santos e Valdenice do Nascimento. A dispensa se baseou na necessidade de alinhamento com a base na cidade do Rio de Janeiro.
O clube justificou as demissões pela distância geográfica: os atletas não residem nem treinam no Rio. A nota oficial citou a dificuldade de consolidar um trabalho estruturado e a integração com as categorias de base na capital fluminense. Isaquias Queiroz permanece com o futuro em aberto.
A reestruturação também atingiu o remo paralímpico, com desligamentos de Michel Pessanha, Gessyca Guerra, Diana Barcelos e Valdenir Junior. Segundo o Flamengo, o custo mensal da modalidade era de cerca de R$ 10 mil, considerado baixo frente ao faturamento da equipe.
O Flamengo agradeceu o empenho dos atletas e desejou sucesso em suas trajetórias. Não houve anúncio sobre novas contratações ou reposição de vagas. O destino profissional de Isaquias Queiroz ainda não foi definido.
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