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Presidente do Deliberativo do São Paulo afirma atuação apartidária

Presidente do Conselho Deliberativo afirma atuação neutra e confirma votação presencial do impeachment de Casares na próxima semana

Olten Ayres concedeu entrevista coletiva sobre polêmicas e escândalos (Foto: Izabella Giannola/ Lance!)
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O presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, Olten Ayres, concedeu uma coletiva nesta sexta-feira, 9 de janeiro, para esclarecer a votação do impeachment de Julio Casares e as investigações que envolvem a política do clube. Ayres afirmou que não atua por interesse pessoal e sim pelo São Paulo.

A data da votação foi alterada para 16 de janeiro e a forma de votação permanece presencial. O membro explicou que houve mudança no embasamento da votação e citou a necessidade de publicar editais com oito dias de antecedência. A alteração envolve também o quórum para aprovação.

Ayres tratou da contradição entre dois artigos do Estatuto: o 58 exige 75% dos conselheiros, incluindo o afastamento do presidente, enquanto o 112 prevê dois terços. Segundo ele, prevalece a norma que beneficia mais, de acordo com o princípio in dubio pro reo.

Movimentações internas e posicionamento

Nove membros do Conselho Consultivo se reuniram para orientar Casares sobre o processo. Ayres participou e disse ser contrário ao impeachment e à renúncia do presidente. Grupos políticos do Tricolor teriam começado a se movimentar, com sinais de saída da coalizão de apoio a Casares.

O Legião Tricolor, ligado a Carlos Belmonte, mantém apoio de outros dois grupos: MSP, liderado por Dedé, e Força Tricolor, com Ayres. O dirigente ressaltou que a avaliação foi estritamente jurídica e que não integra coalizões, atuando para cumprir o Estatuto.

Voto presencial e local da sessão

Independentemente das mudanças no quórum, Ayres manteve o voto presencial. A proposta de votação online não foi adotada. Segundo ele, o formato é previsto pelo estatuto e não depende de opinião individual, com risco zero de judicialização.

A reunião extraordinária para tratar do impeachment será realizada de forma presencial no auditório do Morumbi, com justificativa de assegurar a segurança, o sigilo do voto e a legitimidade do processo. O edit a informa que o objetivo é cumprir normas e evitar contestações.

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