O presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, Olten Ayres, concedeu uma coletiva nesta sexta-feira, 9 de janeiro, para esclarecer a votação do impeachment de Julio Casares e as investigações que envolvem a política do clube. Ayres afirmou que não atua por interesse pessoal e sim pelo São Paulo.
A data da votação foi alterada para 16 de janeiro e a forma de votação permanece presencial. O membro explicou que houve mudança no embasamento da votação e citou a necessidade de publicar editais com oito dias de antecedência. A alteração envolve também o quórum para aprovação.
Ayres tratou da contradição entre dois artigos do Estatuto: o 58 exige 75% dos conselheiros, incluindo o afastamento do presidente, enquanto o 112 prevê dois terços. Segundo ele, prevalece a norma que beneficia mais, de acordo com o princípio in dubio pro reo.
Movimentações internas e posicionamento
Nove membros do Conselho Consultivo se reuniram para orientar Casares sobre o processo. Ayres participou e disse ser contrário ao impeachment e à renúncia do presidente. Grupos políticos do Tricolor teriam começado a se movimentar, com sinais de saída da coalizão de apoio a Casares.
O Legião Tricolor, ligado a Carlos Belmonte, mantém apoio de outros dois grupos: MSP, liderado por Dedé, e Força Tricolor, com Ayres. O dirigente ressaltou que a avaliação foi estritamente jurídica e que não integra coalizões, atuando para cumprir o Estatuto.
Voto presencial e local da sessão
Independentemente das mudanças no quórum, Ayres manteve o voto presencial. A proposta de votação online não foi adotada. Segundo ele, o formato é previsto pelo estatuto e não depende de opinião individual, com risco zero de judicialização.
A reunião extraordinária para tratar do impeachment será realizada de forma presencial no auditório do Morumbi, com justificativa de assegurar a segurança, o sigilo do voto e a legitimidade do processo. O edit a informa que o objetivo é cumprir normas e evitar contestações.
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