Marjorie Mariano, surfista brasileira, faleceu aos 62 anos no Havaí. A morte ocorreu na última quarta-feira, 7 de janeiro, em Oahu, devido a complicações de um câncer cerebral. A notícia foi confirmada pelos familiares.
A atleta ficou conhecida por sobreviver a um ataque de tubarão em 2017, na praia de Laniakea, pouco antes do Ano Novo. Na ocasião, recebeu atendimento médico após ser mordida na coxa e na região pélvica e se recuperou após cirurgia.
Trajetória no surfe
Marjorie mudou-se para o Havaí na década de 1980 e foi pioneira no bodyboard antes de migrar para as pranchas longas. Também atuou como atriz, cantora, dançarina e professora de surfe, formando uma extensa rede de amigos nos EUA.
Em abril de 2025, durante uma sessão de surfe em Sunset Point, recebeu um desmaio na água e foi resgatada pela equipe de salva-vidas do North Shore. O amigo Rico de Souza a ajudou no socorro, descrevendo cerca de cinco minutos de tensão até a chegada à areia.
Doenças e desdobramentos
Após o atendimento inicial, Marjorie ficou em coma por quatro dias no hospital. Em seguida, foi constatado um tumor cerebral agressivo e ela passou por cirurgia. Mesmo com avanços, a recuperação não avançou significativamente.
Ricardo Taveira criou uma vaquinha para apoiar os cuidados de Marjorie durante o tratamento. A surfista recebeu cuidados paliativos em uma casa de acolhimento nos EUA e, na semana passada, seu irmão, que mora em Portugal, recebeu a notícia de falecimento pela cuidadora.
Legado e homenagens
Marjorie era lembrada por amigos e nomes das ondas, que prestaram homenagens nas redes sociais. O cinegrafista Bruno Lemos publicou tributo à amiga, recebendo mensagens de Guilherme Tâmega, Danilo Couto e outros surfeiros.
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