O presidente do São Paulo, Julio Casares, é alvo de investigação que envolve pagamentos em dinheiro. Dados do Coaf indicam depósitos de cerca de R$ 1,5 milhão na conta de Casares entre janeiro de 2023 e maio de 2025, apurados pela Polícia Civil.
Entre 2021 e 2025, a polícia apura 11 milhões de reais sacados em espécie das contas do clube, em 35 operações. A apuração acompanha a gestão financeira do time e a origem dos recursos.
Defesas afirmam que os saques eram destinados a despesas do clube, incluindo pagamentos de premiações e operações de caixa no dia de jogos. Segundo advogados, os montantes são registrados e justificados financeiramente.
Os advogados destacam que o clube realiza despesas que às vezes são quitadas em dinheiro, com utilização para pagamentos de premiações, especialmente em jogos decisivos. A defesa enfatiza contabilização adequada das saídas.
Coaf também avaliou movimentações, com o clube apontado como potencial vítima. Registros mostram 135 saques em espécie entre 2021 e 2025, somando cerca de R$ 11 milhões, o que chamou a atenção do Ministério Público e da Polícia.
Nelson Marques Ferreira, ex-diretor adjunto de 2021 a 2023, aparece na investigação. A polícia investiga relatos de criação de cerca de 15 franquias em shopping centers, estruturadas por diferentes pessoas jurídicas, nos anos de 2022 e 2023.
Novo prazo para votação do impeachment
O Conselho Deliberativo do São Paulo adiou a votação de impeachment de Casares para 16 de janeiro, em sessão presencial no Morumbi. A mudança acompanha pedidos de votação online e de quórum qualificado de 75% dos membros.
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